Voz do Alentejo quer debater reflexos do confinamento no movimento associativo

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Vítor Paixão sugere que colectividades quintacondenses se unam para enfrentar a situação que atravessam com a pandemia

 

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Por considerar que o movimento associativo “é uma alavanca primordial no desenvolvimento local nas áreas do recreio, desporto e cultura junto das populações”, Vítor Paixão, presidente do Centro Cultural Social e Recreativo A Voz do Alentejo na Quinta do Conde, endereçou recentemente uma carta aberta a todo o movimento associativo quintacondense. O objectivo passa por estabelecer o diálogo entre as associações locais neste momento de pandemia a fim de encontrar soluções, tirar o sector do “marasmo” em que se encontra e “levar às instâncias as nossas preocupações”.
A O SETUBALENSE, o dirigente explica que “ao ver outras entidades a movimentar-se e a criar dinâmicas de adaptação à conjuntura que vivemos, não sinto que o mesmo esteja a acontecer no movimento associativo e por isso mesmo surge este meu repto para que possamos conversar todos”. A ideia de Vítor Paixão pretende tornar o sector “mais coeso e unido na pesquisa de soluções para este problema”, uma vez que “sem faltar ao respeito às regras que nos foram colocadas, podemos lutar, fazer algo para contornar os reflexos que o confinamento tem no movimento associativo”.

Neste sentido de trazer nova vida à colectividade mesmo em tempos de pandemia, o dirigente de A Voz do Alentejo na Quinta do Conde escreveu também uma carta aos seus associados, “para efectuar uma aproximação” porque “de um total de cerca de 720 sócios, existem muitos, sobretudo os mais antigos, que estão distantes”. O presidente, eleito em Junho deste ano mas ligado à casa enquanto coralista há vários anos, deixa ainda presente que apesar do Covid-19 a associação continua a estar activa e a precisar dos seus sócios para a sua essência, “que é juntar os alentejanos e divulgar a sua cultura”.

Cante alentejano é a base da associação

A 10 de Fevereiro de 1996 nascia A Voz do Alentejo, “pelos mais entusiastas representantes da comunidade alentejana na Quinta do Conde” e em particular do cante alentejano. Viria ao longo dos anos a sofrer várias transformações, até obter o nome que hoje conhecemos: Centro Cultural Social e Recreativo A Voz do Alentejo na Quinta do Conde.

“Foram-se criando dinâmicas que resultaram nesta casa, que mantém hoje o cunho da cultura alentejana”, refere, adiantando que “o primeiro artigo dos nossos estatutos diz mesmo que o que visa a existência da casa é a divulgação, a defesa e a valorização da cultura alentejana, a aproximação e solidariedade de todos os alentejanos, designadamente dos que moram na Quinta do Conde”.
O Grupo Coral A Voz do Alentejo é, nas palavras do actual presidente da colectividade, “a raíz fundamental, a base, o pilar”. Acaba de editar um DVD, “gravado nas nossas instalações, com suor da casa, que espero que venha a ser um êxito também para dar a conhecer o trabalho que aqui se faz”, afirma Vítor Paixão.

Nos planos da associação está ainda um mês dedicado ao Alentejo na Quinta do Conde, com grupos, artesanato e outras representações da cultura alentejana, plano que Vítor Paixão viu ficar suspenso devido à pandemia de Covid-19. “Neste momento, a minha preocupação é o movimento associativo em si e a aproximação aos sócios desta casa, e depois o resto se verá, levando sempre para a frente os princípios desta casa”.

Pratica desportiva e emissões de rádio

A primeira pedra do edifício sede foi lançada em 2008, tendo sido a obra inaugurada em 2010. Até Março deste ano, nas suas instalações realizavam-se aulas de karaté e de yoga, bailes, oficinas de música tradicional, ensaios do rancho folclórico, entre outras actividades. Na sede da colectividade é também prestado apoio a outros grupos locais e é a partir de lá que são realizadas as emissões da Rádio da Quinta do Conde.

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