Associação para o Desenvolvimento é a mais antiga da Quinta do Conde

29
visualizações
Para Joaquim Tavares, presidente da ADQC há 17 anos, não saber quando podem voltar às competições é uma preocupação tremenda_IAM

Já se dedicou a várias actividades mas agora tem no desporto a sua principal área de actuação

 

- Pub -

A mais antiga instituição quintacondense completou a 3 de Agosto os seus 46 anos. A Associação para o Desenvolvimento da Quinta do Conde nasceu com o objectivo de promover o desenvolvimento local. “Em 1974 a Quinta do Conde não tinha rede de telefones, água ou electricidade e nesse sentido um grupo de locais, encabeçados por João Ferreira, o nosso sócio nº1, decide formar esta colectividade”, começa por dizer Joaquim Tavares, presidente há 17 anos. “Com o tempo, a realidade alterou-se. A Câmara Municipal de Sesimbra e outras entidades começaram a intervir no território e o propósito para o qual a associação foi criada acabou por ficar um pouco esvaziado”, recorda.

Do desenvolvimento ao desporto e à cultura

Quando em 1984 António Xavier de Lima doou os terrenos na Avenida de Negreiros, onde o clube se encontra sedeado actualmente, era tempo de alterar estatutos e apostar nas vertentes desportiva, cultural e recreativa. Em 1991, o grupo passou então a ter futebol, um rancho folclórico, teatro e até tiro aos pratos: “um conjunto de actividades que hoje acontecem em diversos locais mas naquela altura não havia outros sítios onde fazer”.

“A Quinta do Conde registou, a nível populacional, um crescimento tremendo em poucos anos e de facto mudou muito a vários níveis. O próprio tecido humano mudou”, considera o dirigente. Algumas das actividades promovidas inicialmente pela associação acabaram assim por cair, com excepção do futebol, que é hoje a actividade principal do clube.

“Fomos caminhando até ao que somos hoje: fundamentalmente desporto. O desporto ocupa-nos 90 por cento da actividade. Temos karaté, ginástica e o futebol e o futsal são os desportos que prevalecem aqui na colectividade”, refere Joaquim Tavares. Com 10 equipas de futebol federadas, desde séniores a benjamins, uma equipa de veteranos e outras na área de formação, e seis equipas de futsal de todos os escalões, o clube quintacondense tem hoje “muita dinâmica” nesse sentido contando para tal com “um quadro técnico enorme”.

Para a associação da Quinta do Conde, a paragem forçada desde Março foi “extraordinariamente complicada”. Além da incerteza que se gerou, o presidente diz ter-se perdido “aquele nosso prazer de criar dinâmicas, de pôr as pessoas a trabalhar, de no fim de semana termos os jogos”. A ser retomados aos poucos, os treinos cumprem um protocolo “exigente e rigoroso” que a Direcção-Geral de Saúde “impõe e que nós queremos cumprir para salvaguardar a saúde dos nossos atletas e de todos”. Nas palavras de Joaquim Tavares, que abraça o seu nono mandato consecutivo, “não saber quando poderemos retomar os treinos sem limitações, e muito menos voltar à competição, é uma preocupação tremenda”.

Obras são pontapé de saída para o que há-de vir

Esta paragem foi aproveitada para a realização de obras no complexo desportivo do clube. Um auditório polivalente, um gabinete para a direcção e uma sala para a equipa de futebol de veteranos fazem parte das novidades.

“Para além disso, daqui a dois anos, máximo dos máximos, teremos de renovar, com o apoio da Câmara Municipal de Sesimbra, o relvado do campo António Xavier de Lima, que tem 12 anos de uso intensivo”, conta. “Trabalhamos sempre com o objectivo de melhorar a dinâmica do dia a dia do clube, de forma a valorizar ao máximo os nossos atletas e técnicos. Pensamos avançar este ano para o processo de certificação, vamos ver como as coisas evoluem”, continua.

“A ligação entre a vila e o clube deve ser cada vez mais forte”

Entre os desejos da ADQC para o futuro está o de que “a competição retome rapidamente para que possamos avançar e voltar a ver jogar os nossos atletas”. À Quinta do Conde, o dirigente deixa um apelo: “da mesma forma que lutamos por uma escola secundária, por um centro de saúde, por tudo quanto são as nossas necessidades, lutemos também pelo clube, que também pertence à terra, ajuda a construir a nossa identidade colectiva e é bom que esteja cá, com força para dar a possibilidade aos atletas de evoluírem e quem sabe um dia chegarem a ambientes mais competitivos e elevados, que é tudo o que desejamos”. Para Joaquim Tavares, a ligação entre a vila e o clube deve ser cada vez mais forte. “Costumo dizer que as terras valem por tudo o que proporcionam aos seus habitantes e por isso ter um bom clube de futebol também é importante”, remata.

Comentários

- Pub -