Assembleia exige análise à qualidade do ar no Zambujal

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Em causa está a actuação do aterro ilegal junto à praia do Ribeiro do Cavalo, cujo funcionamento continuar a resultar em “cheiro nauseabundo e intenso”

 

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Passado mais de um ano de contestação, o aterro a operar ilegalmente junto à praia do Ribeiro do Cavalo, na localidade de Zambujal, continua a motivar críticas e a Assembleia de Freguesia exige às autoridades competentes uma análise à qualidade do ar, de modo a averiguar quais os riscos que este cenário poderá estar a apresentar à população.
“Há mais de um ano que a população da freguesia do Castelo, nomeadamente os habitantes da aldeia do Zambujal e arredores, se queixam do cheiro “nauseabundo e intenso”, acompanhado de fumos”, pode ler-se numa moção aprovada por unanimidade na última reunião da assembleia, onde é sublinhado que a licença foi revogada “há mais de um ano” e o encerramento e selagem do aterro foram impostos pelo Ministério Público. “Não se observam, até à data, quaisquer evidências da implementação das medidas impostas com vista a evitar e minimizar os efeitos negativos para o ambiente e para a saúde pública”, acrescenta.

“A resposta do Governo às questões emitidas pela Junta de Freguesia do Castelo, sobre para quando a suspensão de recepção e para quando a selagem definitiva e eficaz do aterro de resíduos lá depositados, foi nula. Não há actuação de qualquer entidade que vislumbre o fim deste processo e que implemente as medidas impostas com vista a evitar e minimizar os efeitos negativos”, revela a moção, que conta que os moradores “não podem abrir as janelas” e “as crianças não podem brincar na rua” devido ao “cheiro insuportável”.

Perante a situação actual, a Assembleia de Freguesia exige que seja feitas análises à qualidade do ar que respiram os habitantes da localidade e arredores. “Trata-se de um atentado à saúde pública, que tem de ser avaliado e tratado o mais rápido possível! Todos temos direito a respirar um ar saudável e saber o que respiramos”, reforça.
Recorde-se que os problemas com este aterro começaram no ano passado e, de acordo com o município, permanecem sem alteração. A licença para operar terá sido revogada pela CCDR-LVT, cenário que não travou as operações, e desde então a autarquia tem recorrido a várias entidades para denunciar o caso, que inclusive motivou a visita da deputada Mariana Silva, do Partido Ecologista Os Verdes. Mais recentemente, um grupo de moradores lançou uma petição pública a exigir o encerramento dos despejos na antiga pedreira, que reuniu centenas de assinaturas.

 

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