27 Fevereiro 2021, Sábado
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Oficina de Teatro oferece à comunidade projectos de arte menos acessíveis

Um dos objectivos do grupo é a criação de um espaço próprio com programação regular

 

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A decorrer todas as manhãs de sábado na sede da Junta de Freguesia da Quinta do Conde, a Oficina de Teatro é dinamizada por três jovens actores, membros da Associação Sui Generis.

“O nosso objectivo, com a oficina, é que a comunidade possa experienciar uma arte que não lhes é tão acessível ou que até desconhecem. Consideramos que só sabemos se nos identificamos com algo se experimentarmos e não há maior riqueza do que a partilha de conhecimentos. Isso acontece muito nestes sábados. A Oficina de Teatro é, por si, um mecanismo de criação de públicos”, começa por dizer Lara Matos, actriz, criadora e responsável pela produção e gestão da companhia de teatro Sui Generis, a O SETUBALENSE. “Com a vontade de que toda a comunidade tenha acesso à nossa arte, escolhemos a Quinta do Conde por sentirmos que havia uma lacuna nesta freguesia, que tem uma grande densidade populacional”, continua.

O teatro como forma de aproximar a comunidade

A Companhia de Teatro Sui Generis, criada em 2018, estreou recentemente a peça “Corpo Biografia”, no Castelo de Sesimbra, que irá em breve rumar a outras salas de espectáculos. Tem estado em circulação com o espectáculo “A Capuchinho Vermelho na Floresta das Mil Janelas”, para a infância, e com a reposição da peça “The Butcher Show”, que estreou em Novembro de 2019 para o público em geral e se encontra actualmente inserido no serviço educativo do concelho de Sesimbra. Fruto de uma proposta do Museu Marítimo de Sesimbra, serão apresentadas novas criações da companhia ao longo de 2021.

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Das criações teatrais aos espectáculos para a infância, inseridos no serviço educativo do concelho de Sesimbra e às visitas guiadas onde o património concelhio é o ponto de partida, a associação que encontrou na vila quintacondense a sua casa tem actuado em várias salas do país e até em festivais internacionais.

“A nossa pergunta sempre foi, e continua a ser: de que forma conseguimos chegar a estas pessoas? De que forma conseguimos levar o teatro até elas, construindo aos poucos uma aproximação e uma identificação?”, partilha, esclarecendo que por esta razão, logo em 2018, surgiu a necessidade “de pensar num momento aberto à comunidade para que a cultura faça parte das suas vidas” e por isso nasceu a Oficina de Teatro. As turmas já tiveram uma faixa etária vasta mas face à situação actual foram criados dois grupos, o primeiro dos 16 aos 100 anos, “até haver vontade”, e o segundo entre os 6 e os 15 anos. “Como companhia de teatro, interessa-nos trabalhar com várias linguagens e inserir nos nossos espetáculos elementos transversais a várias ‘disciplinas’, como a voz, o corpo, o vídeo e o teatro físico”, diz.

Sedeada inicialmente no Centro de Inovação e Participação Associativa da Quinta do Conde, que encerrou no mês de Setembro, a associação viu-se então sem local para continuar a desempenhar as suas actividades. A solução viria com um convite por parte do presidente da freguesia, Vítor Antunes. “Também como apoio nesta fase mais delicada, disponibilizou-nos um espaço na Junta de Freguesia para a concretização da Oficina de Teatro, que muito agradecemos”, conta.

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“Um espaço independente que trará uma vida cultural para já inexistente”

Com a criação de espectáculos, workshops e oficinas, o objectivo primordial da associação é trazer cultura à Quinta do Conde. No que diz respeito ao futuro, Lara afirma que pretendem “continuar a trabalhar nas criações, fazer crescer a Oficina de Teatro, que tem tido em especial este ano uma adesão incrível, e criar um espaço cultural independente que trará à Quinta do Conde uma vida cultural para já inexistente”. A associação considera que o feedback recebido até ao momento tem sido “muito positivo” e acrescenta que se encontra neste momento a trabalhar num processo de aproximação ao público e à comunidade. “Acreditamos que a criação de um espaço a cargo da nossa associação, com programação regular e que permita à comunidade uma oferta cultural que sentimos que está em falta, será o veículo para a aproximação com a comunidade que tanto desejamos”, remata.

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