2 Março 2021, Terça-feira
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Infraestruturas de Portugal reconhece dificuldades em resolver grafitis na Linha do Sado

As estações parecem ser um alvo fácil para actos de vandalismo com spray. São grafiti, pichagem e tags que nada têm de arte. A Infraestruturas de Portugal reconhece que não está a conseguir dar conta do problema

 

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Para tentar acabar com os grafitis e pichagens selvagens nas estações ferroviárias, a Infraestruturas de Portugal tem vindo a aplicar novas abordagens de sensibilização, uma delas é a “inclusão de áreas de grafiti autorizado”, refere a empresa responsável pela manutenção das estações da rede ferroviária nacional.

Esta medida vem na sequência de “acções imediatas” que a empresa diz desenvolver mas que, reconhece, “não têm surtido efeito”. Inclusivamente, afirma estar “consciente do impacto negativo” originado por este tipo de grafitagem que nada tem de arte urbana. E quando estes espaços públicos são intervencionados, dá a entender que são gastos inúteis, porque a limpeza das estações “é temporária”.

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A 31 de Janeiro, O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO publicou que a Estação da Praça do Quebedo, em Setúbal, tinha sido vandalizada com grafitis e pichagens, isto para além de falta de limpeza em outras estações da Linha do Sado. Na altura questionou a Infraestruturas de Portugal que, posteriormente, revelou estarem pensadas medidas para evitar actos de vandalismo, e reconheceu os prejuízos que tem com os grafitis ilegais.

 

Actos de vandalismo frequentes

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Ao que parece a empresa também não se sente confortável com esta situação que, “para além de comprometer a boa imagem das estações, tem onerado extraordinariamente a Infraestruturas de Portugal que se vê obrigada a canalizar para a reparação de danos e eliminação de grafiti recursos humanos e financeiros que deveriam e poderiam ser destinados a outros fins”.

Mesmo assim, “nestas estações, como nas restantes da rede ferroviária nacional, são desenvolvidas ciclicamente acções de manutenção corrente que visam garantir a operacionalidade e segurança dos equipamentos e dos utentes”, responde o gabinete de comunicação da Infraestruturas de Portugal.

O problema é que “a proliferação do vandalismo com graffiti se tem acentuado nos últimos anos o que minimiza os esforços desenvolvidos no seu combate”, e no caso das estações noticiadas, “são efectivamente frequentes os actos de vandalismos sobre equipamentos e a prática de graffiti”.

Seja como for na última sexta-feira, a Estação da Praça do Quebedo continuava marcada pelos mesmos grafitis, pichagens e tags. Portanto, mais de uma semana depois da Infraestruturas de Portugal ter sido alertada, não havia sinais de qualquer limpeza.

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