Torres da antiga Central Termoeléctrica de Setúbal são demolidas no sábado

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Vão ser usados explosivos, trânsito ficará condicionado e está previsto um perímetro de segurança, até no Sado

 

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As duas torres da antiga Central Termoeléctrica de Setúbal são demolidas amanhã, 7 de Março, nove anos depois da produção da central ter sido parada. A operação vai acontecer durante o período de almoço, com a demolição a acontecer por volta das 13h00.

Além de vários condicionamentos ao trânsito, vai existir também um “perímetro no sado, onde não poderá haver embarcações”, disse a O Setubalense Manuel Véstias, presidente da Junta de Freguesia do Sado, no final de Janeiro.

A demolição das duas torres, com cerca de 200 metros de altura, será feita com explosivos, o que está a gerar grande preocupação com medidas de segurança, devido às poeiras e a possíveis estilhaços.

Recordando as palavras de Manuel Véstias a O Setubalense, este autarca espera que o espaço “venha a ter um bom uso com actividades não poluentes e também não sonoras”. O terreno pertence à EDP Produção.

Quanto ao processo de demolição, avançou que o mesmo começou logo em 2012 com o desenvolvimento de um plano para a descontaminação de óleos, equipamentos e águas, assim como desmontagens, isto ao mesmo tempo que foram montadas equipas de segurança para prevenção de roubos de sobrantes.

A desactivação da central, em 2011, terminou com alguns problemas de poluição que existiam até então, daí o desejo de que o terreno, prestes a ficar vago, não receba nova actividade poluente.

Depois do abate das duas chaminés, o solo será analisado e descontaminado no que for necessário, isto num trabalho que irá decorrer durante o ano.

Sete operários morreram em 1994 em queda de elevador

Construída em 1979, a Central Termoeléctrica de Setúbal foi palco de alguns acidentes, pelo menos um deles ainda durante a sua edificação, mas o de maior escala envolveu a morte de sete operários e aconteceu a 16 de Outubro de 1994.

Estes operários da Lismontagens estavam a limpar uma das chaminés da Central, montados num elevador colocado a 118 metros do solo, que eles mesmo operavam, o qual se despenhou matando de imediato os sete operários.

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