Dragagens no Sado paradas em tempo de Covid-19

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Draga está recolhida mas vai regressar ao porto. APSS garante que cumpre regras de contingência e ambientais

A operação de dragagens no estuário do Sado, para alargamento do canal de navegação ao porto de Setúbal, está parada. Mas, ao que diz a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), trata-se apenas de uma interrupção numa altura de Estado de Emergência, no seguimento das medidas preventivas decretadas pelo Governo e seguindo as recomendações da Direcção-Geral de Saúde”.

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Afirma ainda a administração que a obra em curso dispõe de um Plano de Contingência proposto pelo empreiteiro e aprovado pela APSS, para protecção e salvaguarda de todos os trabalhadores envolvidos na mesma”.

Assim sendo, “está previsto o regresso da draga ao Porto de Setúbal para a conclusão dos trabalhos de dragagem junto àquela estrutura e deposição no aterro dos 20% de dragados remanescente”, afirma a administração portuária a O SETUBALENSE.

Entretanto, e segundo a administração do porto, neste momento estão a “decorrer os trabalhos relativos à conclusão da estrutura de contenção do aterro adjacente ao Terminal Roll-on Roll-off”, portanto, só a draga parou de funcionar.

Acrescenta a APSS que “irá cumprir todas as medidas impostas pela Declaração de Impacte Ambiental incluindo, naturalmente, as previstas após a conclusão da obra”.

Entretanto a administração portuária dá saber que “na acção administrativa principal movida pela Carvoeiro Golfe para anulação do Título de Utilização Privativa do Espaço Marítimo Nacional emitido pela Direcção-Geral de Recursos Naturais Segurança e Recursos Marítimos, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada decidiu absolver da instância as entidades demandadas, nomeadamente a APSS, condenando a Carvoeiro Golfe ao pagamento das custas judiciais”.

Lembre-se que apesar de muita contestação de ambientalistas, partidos políticos e providências cautelares; e com a Câmara de Setúbal (CDU), tal como o PS, ao lado da operação dragagens, alegando o benefício para o desenvolvimento económico e social da região, as dragagens no estuário do Sado, no âmbito do projecto de melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal, começaram na noite de 12 de Dezembro do ano passado.

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