CGTP manifestou-se na rua e acusou empresas de abusos com ‘lay-off’

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União de Sindicatos de Setúbal veio para a rua e a UGT optou por mensagens online. Ambas se defendem com a Direcção-Geral da Saúde

 

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A celebração da CGTP do 1.º de Maio em Setúbal, em tempo de pandemia, contou com a participação de mais de duas centenas de pessoas na rua, e decorreu com “respeito pelas regras de convivência e sanitárias decretadas pela Direcção-Geral de Saúde (DGS)”, afirma Luís Leitão, coordenador da União de Sindicatos de Setúbal (USS).

Sobre comentários críticos por a central sindical comunista ter avançado com acções de rua neste período de crise pela Covid-19, o responsável da USS garante que a CGTP “é responsável”. E não perde o momento para dar uma alfinetada na UGT que decidiu assinalar o Dia do Trabalhador apenas com mensagens online. “A CGTP não aceita ficar enconchada online”.

Por seu lado Manuel Fernandes, presidente da UGT Setúbal, reafirma a opção da sua central sindical foi “cumprir as indicações da DGS”, e garante que as mais de 60 mensagem expressas no site da UGT por dirigentes sindicais “reafirmam a defesa dos trabalhadores, a luta por trabalho digno e preocupações com o futuro”. Aliás, o recurso ao online para além de ser “mais adequada ao momento que vivemos”, tem ainda a vantagem de “manter as nossas mensagens vivas por mais tempo”, afirma.
Relativamente às acções de rua da CGTP, Manuel Fernandes, comenta que foi uma “estratégia” para conseguir “mais mediatismo da comunicação social”.


Em Setúbal, a CGTP concentrou a acção de rua no espaço central da Avenida Luísa Todi, onde foram colocadas marcações com fitas no chão, em filas a mais de dois metros de distância, e os participantes, na quase totalidade, usaram equipamentos de protecção individual, como máscaras ou viseiras.

Com esta espaçada formação, a acção, promovida pela União de Sindicatos de Setúbal (USS), da CGTP, estendeu-se por largos metros, desde o coreto até quase à passadeira frente à Praça do Bocage.

Neta acção, foi a provada a resolução pelos direitos dos trabalhadores, salário mínimo nacional de 850 euros e 35 horas de trabalho semanais.

Antes da votação, houve intervenções de responsáveis da USS, como Luís Leitão, que denunciou o que disse ser o aproveitamento por parte de algumas empresas, para, a pretexto da situação provocada pela Covid-19, atentarem contra os direitos dos trabalhadores. O coordenador da USS acusou as grandes empresas de recorrerem ao lay-off simplificado sem necessidade de o fazerem.

Setúbal foi assim uma das 25 cidades em que a CGTP assinalou o 1.º de Maio com iniciativas de rua. A maior foi a acção em Lisboa, na Fonte Luminosa, com mais de 500 trabalhadores e dirigentes de vários concelhos da zona ribeirinha norte do distrito de Setúbal.

Conquistas da Revolução aponta exploração dos trabalhadores

A Associação Conquistas da Revolução (ACR) juntou-se às comemorações do Dia do Trabalhador com uma saudação política em que aponta a “adversidade mundial inusitada, numa altura

em que os exploradores dos povos e dos trabalhadores, os promotores da guerra e do combate à independência, soberania, autodeterminação e progresso social de países de todo o Mundo, mostram, uma vez mais, a sua verdadeira face”.

Em comunicado, a ACR afirma-se ao lado do “reforço da unidade democrática e dos valores de Abril” os quais “nos dão ainda mais força”. Ao mesmo tempo, relembra que daqui a um ano se comemora o centenário do nascimento do General Vasco Gonçalves.
O comunicado termina com uma saudação “calorosamente a CGTP-IN e os seus 50 anos na vanguarda da luta dos trabalhadores, e por seu intermédio todos os trabalhadores do nosso Portugal”.

Com Francisco Alves Rito

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