Naval Setubalense comemora um século sem actos públicos

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O clube já abriu o espaço de parqueamento de embarcações e está a ponderar o regresso da vela e remo

 

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O Clube Naval Setubalense comemora hoje o centenário de actividade ao serviço da comunidade desportiva e de lazer, mas como tem acontecido com várias entidades, o estado pandémico Covid-19 não lhe permite actos públicos, pelo que vai unicamente publicar no seu site uma mensagem do presidente da direcção, Hugo O’Neill.

Entretanto, com o plano de desconfinamento em vigor, embora se mantenha o estado de calamidade, o Clube Naval Setubalense já abriu as portas aos proprietários de embarcações para o serviço de parqueamento em seco, uso da grua e também no plano de água uma vez que “foi aberta a possibilidade de navegação no rio”, diz Filipe Chagas, secretário-geral do clube.

Por enquanto, mantém-se suspensa toda a prática desportiva promovida pela colectividade, embora esteja a ser ponderada a possibilidade de “abrir a prática de remo e vela”, avança este responsável. À espera de nova decisão fica assim o desporto adaptado, o hóquei em patins, ginástica, patinagem artística e natação.

No seu discurso, o presidente Hugo O’Neill vai relembrar a história do Clube Naval Setubalense, constituído a 6 de Maio de 1920 por um grupo de notáveis setubalenses. Acabara a Primeira Guerra Mundial e o país estava a braços com uma crise social e económica quando foi decidido lançar um clube com o objectivo de “abrir à população de Setúbal o acesso à prática de desporto, em especial o desporto náutico tirando partido das excepcionais condições naturais da região”, neste caso do rio Sado.

Para além de relembrar o passado, o presidente da direcção vai apontar o futuro onde refere que “em 2012, o clube apresentou à Camara Municipal de Setúbal e à Administração do Porto sadino um pré-projecto associando uma marina a construir no local onde estão as sua instalações com um estaleiro de reparação naval a montante do rio, para cobrir uma falha na oferta actual deste serviço para iates de grandes dimensões, projecto este que está em estudo e que a vingar poria Setúbal no mapa dos grandes portos de recreio a nível mundial”.

Quanto às comemorações, o programa que estavam previstas para Junho, Agosto e Setembro “terá de ser reequacionados logo que sejam conhecidas as limitações da crise de pandemia que afecta o nosso país. Incluindo nesse programa está a edição de uma publicação dando conta da história do clube nos seus primeiros cem anos, pondo em evidencia a notabilíssima contribuição de sócios e de outras entidades que muito horam o clube, e em sentido mais lacto a cidade se Setúbal”.

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