BlueBiz com mais trabalhadores que antiga fábrica da Renault

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Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, destaca cluster aeronáutico do Vale da Rosa

 

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O BlueBiz – Parque Empresarial da Península de Setúbal, gerido pelo Estado, através da aicep Global Parques, nas antigas instalações da Renault, em Setúbal, já tem mais trabalhadores do que teve a fábrica automóvel, diz o secretário de Estado da Internacionalização, que visitou, quinta-feira, algumas das empresas presentes no Vale da Rosa.

“Este, hoje, é um parque vivo, que se transformou num parque onde estão muitas empresas portuguesas de capital francês, como a Lauak, Mecachrome, ou a Vitas, e que, pela boa gestão da aicep Global Parques, tem hoje mais trabalhadores do que tinha a Renault quando saiu de Setúbal”, disse Eurico Brilhante dias a O SETUBALENSE.

O parque conta com 17 empresas, que representam um volume de negócios de 120 milhões e empregam um total de 1.150 trabalhadores, sendo o maior empregador a Lauak, com 750 pessoas.

O governante diz ser “uma grande alegria perceber que depois de muito esforço e muita dedicação esta instituição conseguiu devolver o parque à cidade e à região e fazer dele um ativo que crie emprego e que atrai capital estrangeira, curiosamente capital estrangeiro também ele maioritariamente francês como era o caso da Renault”.

A fábrica da Renault abriu em 1983 e encerrou em 1998, tendo sido deslocalizada para a Polónia.

Na visita ao cluster de indústria aeronáutica presente no BlueBiz, o secretário de Estado, que foi acompanhado pelo CEO da aicep Global Parques, Filipe Costa, reuniu com o director-Geral da Lauak Portugal, Armando Gomes. A empresa produz componentes aeronáuticos, como a estrutura do cockpit para os A320neo, umbreiras das portas de carga e depósitos de combustível.

O governante viu as novas instalações da Mecachrome, onde foi recebido pelo director da fábrica, Paulo Fernandes, e da Euronavy Engineering, empresa recentemente instalada no BlueBiz. O presidente, Mário Paxiuta de Paiva explicou que a empresa recupera superfícies, revestimento e pintura, contando entre os seus clientes a força aérea dos EUA. Esta é a sua primeira fábrica de produção e mistura de revestimentos e tintas.

Eurico Brilhante dias encontrou-se também com Pedro Dominguinhos, presidente do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), que tem protocolos de formação com a Lauak e com a Mecachrome, ajustando os seus cursos às necessidades do sector aeronáutico.

As empresas do parque têm mantido actividade durante a pandemia e algumas participam no esforço de combate à Covid-19, em articulação com o IPS. A Lauak, com assemblagem de viseiras, a Mecachrome, fornecedora do CEiiA para a produção de chapa para ventiladores, e a Euronavy na produção de gel desinfectante.

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