PassaFrente, a plataforma familiar para apoiar a restauração em tempos de pandemia

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Daniel Marques, 21 anos, e Jorge Marques, 48, sadinos que criaram a plataforma

Daniel e Jorge Marques, pai e filho, pegaram no seu problema e encontraram soluções para os demais

Mais do que concorrência, os tempos que se vivem são de solidariedade, bastante vincada no projecto empreendedor e digital PassaFrente, criado por pai e filho setubalenses, que surge como uma plataforma de ajuda para o sector da restauração local.

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Daniel Marques, 21 anos, e Jorge Marques, 48, tiveram a ideia “numa conversa ao jantar”, como revelou a O Setubalense o jovem estudante, a licenciar-se em Gestão no ISCTE, em Lisboa.

“O meu pai é sócio-gerente e vendedor numa empresa que distribui vinho e bebidas no distrito de Setúbal, a Winitróia. Em conjunto com a minha mãe detém a totalidade da empresa. Como a nossa família tem esta micro empresa, bem como a paixão desde a minha infância em ajudar na empresa, muitas das conversas à hora do jantar chegam ao tema dos nossos clientes”, afirma Daniel.

A pandemia de Covid-19, que foi um “choque” para a família, que foi “impedida de trabalhar”, levou ainda pai e filho a concluírem que era também um “choque na actividade que serve de sustento à família”. “Este choque iria forçar os nossos clientes a mudar muita coisa sobre a sua actividade”, reforça.

E foi assim, com sentimento de ajuda e necessidade, de dentro para fora, que surge a empresa PassaFrente, num momento em que o takeaway se tornou durante algum tempo o único método de trabalho da restauração.

Este pensamento circular de ajuda resultou na “ideia de ajudar clientes e amigos a superar a situação”. No passado, diz Daniel Marques, já haviam desenhado ementas físicas, passando agora para as digitais.

“Existem várias soluções possíveis, mas o PassaFrente foi aquela sobre a qual conseguimos chegar a um consenso. Como nem todos os estabelecimentos possuem um website, mas quase todos têm uma página de Facebook, montámos um sistema capaz de usar a página do Facebook para disponibilizar uma ementa digital, com possibilidade de takeaway, entrega ao domicílio, reserva de mesa e pedidos”, resumiu assim Daniel a ideia que teve em conjunto com o seu pai.

Embora estejam “especialmente focados na região de Setúbal”, Daniel e Jorge Marques já tiveram contactos de “vários pontos do país”. “O nosso objectivo é o de resolver o máximo de situações possíveis”, afirma o estudante.

Outra das vantagens do PassaFrente é que não envolve ou obriga a um grande investimento em divulgação, visto assentar em plataformas já existentes, reduzindo assim “o nível de complexidade”. “Os sites são sempre algo secundário face à página de Facebook, até por comparação entre a complexidade” da actualização dos dois tipos de plataforma.

O PassaFrente tem já “seis restaurantes a funcionar e 10 em fase de implementação”. Com os olhos postos no futuro, “o objectivo é possibilitar aos clientes cumprirem com as orientações da Direcção-Geral da Saúde que pede a eliminação das ementas individuais nesta fase”. “Face a esta limitação, as soluções consistem em ementas higienizáveis, expostas em local público, ou digitais”, finaliza.

 

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