Cidade do Sado é a “Capital da Paz” em 2021

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Desarmamento nuclear será uma das questões centrais em debate, assim como a educação para a paz

 

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A Covid-19 impediu que o Encontro Pela Paz, agendado para 30 de Maio, em Setúbal, acontecesse. Mas Ilda Figueiredo, presidente do Conselho Português para a Paz e Cooperação, já anunciou que em 2021, a cidade do Sado volta a “ser o grande centro da paz em Portugal”.

Uma “capital da Paz” que receberá este evento a 5 de Junho, no auditório do Fórum Municipal Luísa Todi, com a presença de representantes de vários movimentos mundiais a favor do desarmamento nuclear.

Em declarações a O SETUBALENSE Ilda Figueiredo destacou ainda outros pontos centrais do evento. “A educação para a paz e a solidariedade e cooperação”, também vão estar em debate no evento organizado pela Câmara de Setúbal; Loures, que em 2018 recebeu o Encontro Pela Paz; e Seixal, que coordena o Movimento de Municípios Pela Paz.

Participam também a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses, Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, a Federação Nacional dos Professores, Junventude Operária Católica, Movimento Democrático pelas Mulheres, Movimento pelos Direitos do Povo Palestiniano e pela Paz no Médio Oriente, Obra Católica Portuguesa de Migrações e União de Resistentes Anitfascistas Portugueses.

Desconfinamento recupera efemérides pela paz

“O lema do Encontro Pela Paz, esse continuará a ser ‘Pela Paz Todos Não Somos Demais’”, recorda Ilda Figueiredo. Um lema que, até Junho de 2020, percorre o país, com iniciativas como aquela que o Seixal recebe já no próximo dia 7 de Julho. Neste dia o município assinala o primeiro aniversário da adopção do Tratado de Proibição de Armas Nucleares.

A 6 e 9 de Agosto será o momento de assinalar os 75 anos dos bombordeamentos de Hiroshima e Nagasaki”, refere Ilda Figueiredo.

A presidente da Câmara Municipal do Setúbal, Maria das Dores Meira, destaca este ano como uma caminhada para a paz, que Setúbal acolhe enquanto cidade eleita,por muitas pessoas, “seja para fugir da pobreza, seja porque aqui querem construir a sua casa”.
Um momento em que a presidente da autarquia setubalense aproveita para recordar que a paz também se faz “sem cercas sanitárias, pensadas só para alguns e só porque são diferentes”, numa referência ao número elevado de casos Covid-19 que se registaram nos bairros da Jamaica e Cucena e levaram a Direcção-Geral da Saúde a ponderar cercas sanitárias para ambos os bairros.

Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal e representante do Movimento de Municípios Pela Paz, também não esqueceu um momento especialmente marcado pela pandemia, durante o qual, “os municípios portugueses têm demonstrado que são as principais forças de paz, defesa e valorização da vida humana nos seus territórios”.

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