Dores Meira defende novo modelo de gestão para o Vitória e diz que o município fez o que pôde

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Maria das Dores Meira - Fotografia de Mário Romão

No discurso do feriado municipal, a autarca afirmou que “o Vitória é parte da cidade”

Em dia da cidade de Setúbal e também de Bocage, o discurso da presidente da Câmara Municipal sadina, Maria das Dores Meira, arrancou, após referência ao poeta, com palavras dirigidas a um dos “símbolos maiores” da comunidade à beira-Sado: o Vitória FC.

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“Agora, urge procurar novos modelos de governação que devolvam o clube à cidade; que apostem na diversificação dos serviços que o emblema sadino pode oferecer, tornando-o imprescindível”, defendeu.

A autarca não fugiu aos problemas e ao contexto actual e difícil do clube, bem como às “dificuldades que todos os setubalenses e vitorianos querem ultrapassar”, mas também não deixou de sublinhar que “a Câmara Municipal não é o Vitória”.

“A Câmara Municipal não tem, nem pode querer ter, as chaves que desbloqueiam todos os problemas do clube. Tem, contudo, o dever moral, histórico e político de defender uma instituição que faz parte da identidade urbana e desportiva de toda a região”, adiantou.
Maria das Dores Meira, acrescentando que o clube “povoa o imaginário de muita gente”, frisou que “este símbolo maior de Setúbal não pode ser alvo de tentativas de instrumentalização, seja a mando de interesses financeiros, seja a mando de vontades políticas ou partidárias”. Isto porque os resultados deste tipo de intervenções “serão sempre negativos”.

Com esta ideia bem assente, a autarca assegurou que o município está “ao lado das soluções” e que haverá “empenho” para que o Vitória se mantenha “no lugar que é seu por direito”, até para proteger “um património que é da cidade e do concelho”.
“Fizemos o que podíamos e devíamos fazer pelo Vitória. Agora, urge procurar novos modelos de governação que devolvam o clube à cidade”, disse, garantindo ainda que mesmo “tendo no futebol o principal foco, [o clube] consegue ir muito para lá das quatro linhas do campo da bola”.

“O Vitória é, insisto, parte importante da cidade de Bocage”, concretizou sobre o tema.

Cidade mais atractiva com obras do convento inauguradas em Outubro

Com uma “cidade mais atractiva e mais funcional”, guiada pelas mãos de um executivo cujo “único propósito é fazer melhor cidade”, Dores Meira usou várias vezes a expressão “mais Setúbal”, visto poder “resumir todo um programa de trabalho já cumprido e até superado”.

“Ainda que possa haver quem ache que tornar Setúbal mais bonita possa ser apenas um exercício menor, a verdade é que ter uma cidade bonita é muito mais do que isso para nós”.

Referiu ainda “uma cidade e um concelho que funcionam bem”, onde “regras urbanísticas são agora mais respeitadas e aperfeiçoadas”, com uma rede viária “adaptada” às necessidades e uma cidade que é “ambientalmente sustentável”.

Assim, “construir mais Setúbal” é “apostar” no “novo terminal interface”, em “investimentos como as bacias de retenção da Várzea”, e na requalificação do Convento de Jesus, um “problema herdado que se arrastou por demasiado tempo”.

“Em Outubro, além do Convento e do Museu da Cidade, teremos concluída a operação de requalificação de toda a envolvente daquele magnífico monumento, com um largo renovado e um novo espaço de estacionamento nas traseiras do convento que servirá todo o centro da cidade”, garantiu.

Setúbal virada para o Sado

Não sendo possível dissociar Setúbal do ‘seu’ Sado, Maria das Dores Meira recordou “todo o processo de transformação da zona ribeirinha”. “Além de mais cidade, queríamos mais rio”, frisou.

“Hoje, o que foi uma área degrada e esquecida é uma área cheia de pessoas”, afirmou, referindo que a cidade “pode agora debruçar-se sobre o seu rio” e “senti-lo”, para, “finalmente, dizer que não está de costas voltadas para ele”.

Dores Meira destacou ainda que “Setúbal é em 2020 uma terra procurada por milhares de pessoas em busca de paisagens fabulosas, de boa gastronomia, de mar e praias”, juntando a este facto o “desenvolvimento inédito dos sectores da hotelaria e restauração”, e uma “enorme animação económica, com mais trabalho e mais emprego”.

Na “primeira linha” do combate à Covid-19

A líder do executivo setubalense falou perante uma plateia esgotada no Fórum Municipal Luísa Todi. Casa cheia, mas com distanciamento e com lugares vazios para garantir o cumprimento de normas em tempo de pandemia.

E foi precisamente sobre a Covid-19 e o contexto que se vive, “algo inédito nas nossas vidas”, onde foram saudados todos os que, no concelho e na Câmara Municipal, “estiveram, e estão, profundamente envolvidos neste trabalho”.

Enaltecendo a autarquia que “com as complicações impostas pelo confinamento, esteve na primeira linha deste combate”, estendeu o elogio a outros responsáveis, enviando uma “forte saudação a todos os autarcas das freguesias que, nestes difíceis meses, andaram de porta em porta, rua a rua, a dar apoio a quem dele mais precisou”.

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