Carmona abre maior polo de gestão de resíduos localizado a sul do País

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Vitor Carmona, presidente do Grupo Carmona S.A. e Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal. FOTOGRAFIA: Mário Romão

Parque Industrial da Sapec será a nova casa da empresa que se encontra sediada em Azeitão desde a década de 1980

 

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O Grupo Carmona, dedicado à limpeza e gestão de resíduos perigosos, não perigosos e valorizáveis para empresas de várias indústrias, inaugurou “a maior unidade deste tipo localizada a sul do país” no Parque Industrial da SAPEC, localizado na zona da Mitrena, em Setúbal, refere o presidente da empresa, Vitor Carmona.

Uma mudança que representa a deslocalização da empresa sediada em Azeitão desde a década de 1980, a partir de um investimento “de 15 milhões de euros”, numa área de instalação de nove hectares e ocupação actual de quatro hectares.

“Este projecto começou a ser pensado em 2005, mas a sua concretização apenas foi possível agora”, recorda Vitor Carmona. “Em Novembro grande parte dos serviços localizados em Azeitão já vão estar no Parque SAPEC”. E a mudança permitirá dar continuidade aos projectos da Carmona e manter “os 200 postos de trabalho que a fábrica integra”.

Em declarações a O SETUBALENSE, Luís Semedo, director-geral do Grupo Carmona e responsável pela área de Serviços de Gestão Ambiental, avança que, entretanto, a unidade de Azeitão será desactivada “através de um plano de descontaminação daquela área, que decorrerá até 2022”.

O plano descontaminação é uma obrigação legal das unidades industriais dedicadas à gestão de resíduos perigosos e não-perigosos. “Após a saída de um local, deve ser analisada uma amostragem, para determinar a contaminação que poderá existir e proceder à necessária remoção dos solos, assim como de estruturas de betão e sucata”, explica Luís Semedo.

Inovação na gestão de resíduos em local único a sul do país

A nova fábrica incluiu sete linhas de tratamento de resíduos líquidos, “desde águas até hidrocarbonetos”, refere Luís Semedo. Um processo que assumirá “grande inovação” através de reatores com capacidade para “evaporação e destilação”.

Para já, nos quatro hectares de ocupação actual e entre as sete linhas de tratamento de resíduos, a Carmona terá capacidade para “receber quatro mil metros cúbicos de resíduos”. E “até dois mil metros cúbicos”, na unidade de produtos acabados.

Celestina Neves, presidente da Junta de Freguesia de Azeitão recorda “a determinação e orgulho da família Carmona” no trabalho desenvolvido nesta área, ao longo das últimas décadas. E, apesar de assumir alguma “pena” por ver sair do território gerido por si, “uma empresa como esta”, reconhece que “ali já não poderia continuar e que o salto perante isto é enorme”.

Já a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, destacou a “conclusão de um longo e complexo processo”, no qual tanto a empresa, “como as populações” tiveram o seu papel, “aguardando por soluções adequadas aos problemas que se impuseram”.

Um percurso sobre o qual a autarca deixa claro que, “não foi a Carmona que invadiu uma zona urbana consolidada, agredindo ambientalmente populações próximas. Houve sim, a consolidação de aglomerados urbanos em torno de uma empresa ali instalada em tempos em que nada havia à sua volta. Uma empresa responsável e cumpridora daquilo que sempre lhe foi imposto pelo poder central”.

Contudo, “mesmo com o cumprimento de todas as regras, o funcionamento desta unidade industrial naquele local deixou de ser adequado”. Sendo essa a razão pela qual a autarquia, “tomou a iniciativa de apontar à Carmona o caminho que a trouxe até aqui”, disse.

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