7 Março 2021, Domingo
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Proprietário de embarcação sinistrada no Portinho da Arrábida exige que a Câmara assuma responsabilidades

O proprietário do barco Vallnord diz estar sem resposta sobre se a Câmara tem seguro para defender barcos no Portinho da Arrábida

 

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O proprietário da embarcação de recreio Vallnord, que utiliza um dos 50 pontos de amarração fixa individual na Ponte-Cais no Portinho da Arrábida, em Setúbal, viu o seu barco ali ancorado praticamente destruído durante uma temporal em Setembro e, pelo que afirma, não “consegue resposta da Câmara de Setúbal”, entidade gestora das amarrações/poitas, sobre se tem apólice de seguro para reparação da mesma.

Ausência de resposta que, diz Paulo de Matos, ser tanto da parte da Câmara, como da Associação Baía de Setúbal – ABS, com quem a autarquia estabeleceu um protocolo de colaboração para a gestão da utilização da Ponte-Cais do Portinho da Arrábida, e que lhe alugou o direito de usar a poita 41 para o período de Agosto a Setembro.

“Fizemos uma exposição, sobre a questão do seguro, à Câmara Municipal de Setúbal e à ABS, no dia 28 de Setembro, contudo sem resposta até à data”, lamenta. Anteriormente, no dia 22, “solicitámos por escrito à ABS, no âmbito do dever legal de participação do sinistro dentro dos timings exigíveis, informação sobre a participação feita à Companhia de Seguros, e respectiva apólice, e não obtivemos qualquer resposta à data”.

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Os danos na Vallnord, e em duas outras embarcações de recreio, aconteceram durante o dia de 18 de Setembro, quando se levantaram fortes ventos de sul e formaram-se ondas com cerca de três metros que atingiram a praia. Com esta intempérie, conta Paulo de Matos, que “as amarrações da poita rebentaram, o que resultou na perda total da embarcação”. Pelo que constatou, a instalação destas amarrações “não se verificou em condições de segurança para o efeito”, ou seja, para “o qual foi usada e vendida pela ABS, e resultou neste acidente”.

Aliás, segundo diz, a “29 de Agosto” deste ano, “outro barco foi parar à praia por rompimento das poitas, e nesse dia não havia vento”, portanto, conclui que com bom tempo ou mau tempo, as instalações das poitas no Portinho da Arrábida é deficiente”.
Perante o que aconteceu no dia do vendaval, responsabiliza tanto a Câmara de Setúbal como a ABS, pela “ruptura das amarrações a bombordo e estibordo da poita 41, à qual estava amarrado o Vallnord, tendo deixado à deriva a minha embarcação, até embater nas rochas e aí ficar”. No caso do barqueiro da Vela Passeios, empresa que tem a missão de assegurar o vai-vem de pessoas entre as embarcações e terra, considera que poderia ter agido de melhor forma.

Foca Paulo de Matos, que a ABS foi “negligente por não emitir qualquer aviso”, sobre a intempérie, de modo a que “pudéssemos deslocar e salvar a embarcação de ser arrastada e prevenir que outros acidentes mais graves pudessem acontecer”, os quais “poderiam envolver o risco de pessoas ou danos ambientais pela libertação de gasolina das embarcações”´. À Câmara de Setúbal e também à ABS, aponta a responsabilidade das “poitas terem rebentado, e ao barqueiro, da Vela Passeios”, por não ter “avisado” das esperadas condições de mar para que “fosse feito o transfere da embarcação”.

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Perante estas acuações, e sobre se a autarquia tem seguro e se assume responsabilidades nestes acidentes, a Câmara de Setúbal deu a saber a O SETUBALENSE que “não faz quaisquer comentários”, e a ABS não respondeu às mesmas questões. Já pelo lado da Vela Passeios, o responsável da empresa, Pierre Sousa, diz que os proprietários das embarcações “não se acautelaram” perante à intempérie, e que “o barqueiro nada pode fazer perante o temporal”.

Quanto a matéria de seguros, explica que a sua empresa, responsável pelo vai-vem, “tem o seguro que lhe compete para o transporte de pessoas das embarcações para terra”, pelo que se existir problemas nas poitas ou por intempéries, “não é da nossa responsabilidade”.

Para Pierre Sousa, a questão do seguro “é algo que tem de ser visto entre a Câmara de Setúbal, responsável pelas gestão das amarrações, [o que envolve a ABS por protocolo] e os proprietários das embarcações”.

Com a Vallnord apenas com seguro contra terceiros, Paulo de Matos insiste que o acidente ocorreu “por desgaste dos cabos de amarração”, e sendo a Câmara de Setúbal responsável pela gestão das poitas “tem de assegurar a sua eficiência”. Portanto “tem de accionar o seguro”.

Mas quanto à possibilidade existir um seguro por parte da autarquia para a reparação da sua embarcação, que neste momento tem valor de mercado na ordem dos 60 mil euros, apenas sabe que o processo foi enviado para uma firma de advogados. Isto enquanto o seu barco está “no estaleiro da Setamar a aguardar orçamento para a reparação”.

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