8 Março 2021, Segunda-feira
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Contratempos na vacinação do Lar Paula Borba. Provedor diz que processo deve ser “afinado”

Vacinas chegam também aos hospitais do distrito, com segunda dose a ser administrada desde segunda-feira

 

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A vacina contra a Covid-19 chegou esta semana às estruturas residências para pessoas idosas do concelho de Setúbal, com utentes e funcionários do Lar Paula Borba – o maior da cidade – a receberem a sua primeira toma. No entanto, segundo explicou Fernando Ferreira, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Setúbal, a O SETUBALENSE, “o processo de vacinar cerca de 150 pessoas poderia ter decorrido de uma outra forma”, devendo, no futuro, “ser afinado ao dia-a-dia dos lares”.

O primeiro contratempo surgiu quando a equipa de profissionais de saúde, constituída por médicos e enfermeiros do Agrupamento de Centros de Saúde Arrábida, “em vez de aparecer às 16h00, como combinado, apareceu depois das 18h00”. “Isto significa que vacinar todos os utentes foi complicado porque não é em cima da sua hora de refeição que a mesma deveria de ter sido administrada”, reforçou o provedor.

Este atraso, “além de ter adiado o seu jantar, prendeu-se igualmente com a toma da medicação, com a higiene feita antes do deitar e o deitar em si”. “Naturalmente que a pressão a que estão sujeitas as entidades que têm levado a cabo a vacinação faz com que as coisas ainda não estejam perfeitas. Há ainda alguns ajustes a fazer, mas há que ter em conta a forma de funcionamento de um lar”, referiu. Fernando Ferreira notou igualmente, no decorrer do processo, “alguma rigidez”. “Por exemplo, ficaram por vacinar cinco funcionários pois o último frasco, que dá para seis doses, não foi aberto. Como faltava uma pessoa não o quiseram abrir, mesmo nós tendo proposto chamar uma outra pessoa dos serviços partilhados, que podia em minutos lá ter chegado”, confessa.

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Contudo, para o provedor, estas considerações “servirão para afinar a vacinação, para que as coisas corram de uma forma mais adequada no futuro”. “Saliento que o saldo é positivo. Este é o método, complementado com outros, que vem fazer com que nós consigamos controlar esta situação dramática. É importante reforçar as medidas de contenção. Nós já tivemos a nossa dose, por isso temos de continuar a ter todos os cuidados para que não haja uma segunda volta nesta nova vaga”, concluiu. Recorde-se que no passado mês de Novembro existiu um surto no Lar Paula Borba, não tendo sido confirmado o número total de casos positivos.

Vacinação percorre lares do distrito

Na passada segunda-feira a equipa de profissionais de saúde de Setúbal, acompanhada por estudantes de enfermagem do Instituto Politécnico de Setúbal foi, ainda, administrar a vacina a mais sete lares, “de um total de 32”, com “três centenas de pessoas vacinadas” neste primeiro dia, explicou a Câmara Municipal de Setúbal em comunicado.

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“O périplo programado a mais de três dezenas de estruturas residenciais para pessoas idosas no território, com 1 800 doses de vacinas disponíveis, teve início na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de São Sebastião, em Vale do Cobro”. No concelho de Setúbal estão a ser abrangidos os lares “legalizados e em situação ilegal que não tenham surtos activos da doença respiratória”.

Já no Montijo, o presidente da Câmara Municipal, Nuno Canta, confirmou a O SETUBALENSE que o processo de vacinação nos lares está previsto arrancar amanhã e prolongar-se até dia 24. No concelho vizinho, por sua vez, os profissionais e utentes dos lares e residências para idosos receberam a primeira toma na passada semana, entre os dias 12 e 15, uma vez que Alcochete é considerado concelho com risco extremamente elevado.

Hospitais da região recebem 2.ª fase da vacina

Os profissionais de saúde dos hospitais do distrito começaram ontem a receber a segunda toma da vacina contra a Covid-19, 21 dias após lhes ter sido administrada a primeira dose, a 29 de Dezembro.

No Hospital de São Bernardo, o processo de vacinação vai decorrer até ao próximo dia 29. No entanto, ao que O SETUBALENSE conseguiu apurar junto de fonte hospitalar, há profissionais que não vão receber a segunda toma, uma vez que depois da primeira fase de vacinação testaram positivo para a Covid-19.

Por sua vez, no Centro Hospitalar Barreiro Montijo estão a ser administradas 770 vacinas, visto que 650 profissionais de saúde vão receber o seu reforço, enquanto que em 120 médicos, enfermeiros e assistentes operacionais esta será administrada pela primeira vez. O mesmo procedimento terá lugar no Hospital Garcia de Orta, em Almada, com a administração de 792 vacinas contra a Covid-19, das quais 150 dizem respeito à sua primeira toma.

Delegado de saúde regional diz que faltam vacinas para acelerar o processo

A campanha de vacinação contra a Covid-19 nos lares podia estar a decorrer a um ritmo mais rápido. Mas, de momento, o stock disponível de vacinas não o permite.

António Carlos Silva, delegado de saúde regional de Lisboa e Vale do Tejo – que foi designado para assumir o cargo em Setembro último, em comissão de serviço por um período de três anos – espera que a vacinação nas estruturas residenciais para idosos “seja rápida”, mas admite que o processo depende das vacinas disponíveis. “Gostava de ter mais vacinas. Se tivermos vacinas, aceleramos de certeza. As que chegam são logo aplicadas”, disse a O SETUBALENSE o médico de 63 anos, da Amadora, que sucedeu a Mário Durval no cargo.

As vacinas, faz notar o responsável, vão ter de “chegar a todos”. “Agora, se estão a chegar ao ritmo que gostaríamos?”, atira, para de seguida vincar: “Estão um pouquinho atrasadas, mas, com a produção que está a ser feita, penso que a vacinação é capaz de acelerar rapidamente.”

Os lares, de resto, continuam a inspirar enorme preocupação. “Até porque temos registado muitas mortes entre utentes, que são aqueles em situação de maior vulnerabilidade. E isso preocupa-nos muito”, concluiu.

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