28 Fevereiro 2021, Domingo
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Prisão preventiva para traficantes de meixão que operavam no distrito

Foram realizadas buscas em residências de Setúbal, Palmela e Alcácer do Sal

Três indivíduos de nacionalidade chinesa residentes em Setúbal e Lisboa estão em prisão preventiva por tráfico de meixão. Esta é a primeira vez em Portugal que um tribunal aplica a medida de coacção mais pesada por tráfico da enguia juvenil, espécie protegida cuja apanha é proibida.

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As detenções ocorreram na semana passada pelo Ministério Público de Lisboa que realizou buscas em residências nas áreas de Setúbal, Palmela, Alcácer do Sal, Lisboa e Vila do Conde.

Sete suspeitos, cinco chineses e dois portugueses foram detidos pelos crimes de associação criminosa, branqueamento de capitais e dano contra a natureza. Três deles, os cabecilhas da organização, residentes em Setúbal e Lisboa ficaram em prisão preventiva após serem presentes ao Tribunal de Lisboa.

Nas buscas foram apreendidas seis viaturas, três delas de alta cilindrada, 78 mil euros, dez redes de meixão, nove tanques de conservação de meixão com equipamentos de refrigeração, material destinado à preservação e tráfico da espécie por via aérea ou terrestre, bem como telemóveis e bloqueadores de sinal. Foram também apreendidos exemplares de meixão, diversas armas de fogo, cartuchos e armas brancas.

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O crime que até agora compensava, com penas de multa por dano contra a natureza pela proibição da captura desta enguia juvenil, deixou de o ser devido a uma pioneira equipa de investigação contra crimes ambientais montada pelo DIAP de Lisboa. A equipa é composta pela Polícia Marítima, PSP, ASAE e Autoridade Tributária, com a colaboração do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e da EUROPOL.

A investigação começou em Fevereiro de 2020 com a apreensão de meixão no aeroporto de Lisboa. Nessa altura, sete pessoas de Gondomar, Porto e Braga foram interceptadas com 70 quilos de meixão em oito malas especialmente preparadas para manter a enguia viva. No país asiático de destino, onde o meixão é considera uma iguaria gastronómica, valeriam 450 mil euros.

A enguia europeia (espécie anguilla anguilla), cujo termo “meixão” designa o seu estado final da fase larvar, consta como espécie protegida na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção e a sua captura pode ser qualificada como crime de “Danos contra a natureza”.

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