2 Dezembro 2020, Quarta-feira
- PUB -
Início Local Sines Ativistas do ALA pintaram-se com tinta de choco para dizer não ao...

Ativistas do ALA pintaram-se com tinta de choco para dizer não ao furo

 

- PUB -

Dez ativistas, do movimento Alentejo Litoral pelo Ambiente (ALA) e da associação Stop Petróleo, de Vila do Bispo cobriram-se com tinta de choco na marginal de Sines, no passado sábado, num protesto que visou a exploração de petróleo na costa alentejana.

Helga Nobre

Quisemos simular um derrame de petróleo e os impactos que isso tem na fauna e na flora”, explicou Eugénia Santa Bárbara, do movimento ALA que minutos antes, juntamente com outros manifestantes pintou-se de negro – com tinta de choco de um mercado de Lisboa -, e percorreu o areal da praia Vasco da Gama para sensibilizar o público do Festival Músicas do Mundo e os turistas que escolhem Sines, nesta altura do ano, para os impactos que a exploração prevista para Aljezur pode provocar nesta costa.

- PUB -

“É uma causa importante para nós porque precisamos de nos juntar para travar estes contratos e aquilo que está previsto acontecer muito em breve”, alertou a dirigente que se inspirou numa ação realizada o ano passado pela Greenpeace, em Espanha.

Eugénia Santa Bárbara, do ALA, acredita que “não é este o caminho” e caso avance, em 2018, a exploração de petróleo “causará impactos ambientais, económicos e sociais” em toda a região. “Já tivemos derrames no passado, o maior foi em 1989 e envolveu um navio que afetou a costa, desde Almograve até Sesimbra, com impactos muito graves na pesca, no turismo, na fauna e flora”, recordou. “O furo que está previsto para Aljezur é a 3 mil metros de profundidade e até há quem já lhe tenha chamado a ciência da Nasa porque é um furo muito semelhante ao do Golfo do México”, adiantou.

A iniciativa, que se realizou no último dia do Festival Músicas do Mundo, contou também com a participação da campanha nacional ‘Linha Vermelha’ que utiliza as artes do tricot e da tecelagem para mobilizar e alertar os portugueses para a exploração de petróleo e gás em Portugal. A ideia é tecer a maior linha vermelha possível e com ela percorrer o país em instalações e ações como a que estamos a realizar em Sines porque é um elemento visual muito forte e que as pessoas possam relacionar com o petróleo”, explicou Catarina Gomes.

- PUB -

Ao longo de sete meses, desde que a campanha foi lançada, os voluntários já conseguiram tricotar cerca de 4 quilómetros de linha e, em Sines, não faltaram voluntários. “Temos entre 3 a quatro quilómetros de linha vermelha com 15 centímetros de largura. Temos muita gente a participar e isto desenrola-se em cerca de três horas para podermos desenvolver uma conversa sobre este tema com cada um dos participantes”, concluiu a voluntária da campanha que culmina quando os nove furos previstos na costa portuguesa forem cancelados.

Helga Nobre
Jornalista
- PUB -

Mais populares

St. Peter’s: Investimento de 4,6 milhões abre a porta a mais de 200 alunos

Novo edifício projectado para Setembro de 2021 permitirá também ao colégio ter alunos em regime de internato Nas actuais instalações, na Volta da Pedra, Palmela,...

Denúncia de alegada fraude fiscal de Paulo Rodrigues seguiu para as Finanças

Em causa as comissões recebidas pelo agora presidente do Vitória quando era empresário.   O SETUBALENSE teve acesso à documentação remetida esta semana por um sócio...

Ginjal promete dar mais élan a Cacilhas e fazer ‘inveja’ à margem norte

Uma nova cidade vai nascer na beira Tejo de Almada com espaços para promover o turismo, promoção cultural e zona habitacional A proposta relativa ao...
- PUB -