27 Fevereiro 2021, Sábado
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Autarca de Sines aguarda com expectativa projecto de hidrogénio verde

Projecto industrial de produção de hidrogénio verde em Sines enquadra-se na Estratégia Nacional para o Hidrogénio (EN-H2), publicada em Diário da República, na passada sexta-feira

 

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O presidente da Câmara de Sines aguarda com expectativa o desenvolvimento do projecto de hidrogénio verde considerando ser “fundamental” a criação de emprego na região do litoral alentejano.

“Vejo com expectativa o desenvolvimento deste projecto, que será fundamental para o concelho e toda esta região, uma vez que estamos a falar de um investimento na ordem dos 1,5 mil milhões de euros que irá criar emprego”, afirmou Nuno Mascarenhas em declarações à agência Lusa.

Para o autarca, o projecto industrial de produção de hidrogénio verde em Sines enquadrado na Estratégia Nacional para o Hidrogénio (EN-H2), publicada em Diário da República, na passada sexta-feira, “poderá absorver parte da mão de obra disponível” não só pelo anúncio do encerramento da central termoeléctrica de Sines como pelo impacto causado pela Covid-19.

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“Poderá absorver parte da mão de obra disponível na região não só em virtude do encerramento da central termoeléctrica, mas também devido aos impactos negativos que esta pandemia tem trazido para as empresas da região”, frisou.

As metas definidas “são exigentes para um país como o nosso e impõem uma profunda alteração ao nosso paradigma energético. O hidrogénio verde assume um papel importante em toda esta estratégia nacional, visa a criação de uma verdadeira economia relacionada com o hidrogénio em Portugal, valorizando a produção e o consumo”, adiantou.

De acordo com Nuno Mascarenhas, este projecto “integra, em simultâneo, várias dimensões”, além da produção inclui “também processamento, armazenamento, transporte, consumo interno e externo”.

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Considerando a estratégia do Governo, no que respeita a transição energética, “muito importante para a região de Sines”, o autarca defende que “não se pode ambicionar ter uma menor dependência das energias fósseis e ao mesmo tempo ser contra o progresso e o desenvolvimento de novas soluções”.

Novas soluções “podem ajudar-nos nesta transição que é tão importante não apenas para Sines como para Portugal e para o mundo. Vejo com bons olhos todo esse desenvolvimento e espero sinceramente que este projecto seja concretizado no mais curto espaço de tempo”, apontou.

No entender de Nuno Mascarenhas, o impacto deste projecto a nível local “será tremendo” não só ao nível do emprego directo, como na componente da investigação e desenvolvimento “que vai atrair mão de obra qualificada e desenvolver novas áreas de negócio que não existem na região”.

“Estamos a falar de uma fileira na área de investigação e desenvolvimento que irá ter um impacto em toda a região [do litoral alentejano], toda a parte relacionada com o transporte, embora seja uma tecnologia que vai evoluir nos próximos anos, além das empresas que estarão dependentes deste investimento”, afirmou.

A opção de “produzir hidrogénio a partir da água, não tendo qualquer utilização de outro tipo de combustíveis, que não sejam as energias renováveis, é algo inovador para nós, até porque Sines e toda esta região tem pago um preço de certa forma elevado pelos impactos negativos da instalação de várias unidades industriais”, reforçou.

“Temos de estar preparados não só ao nível da formação da mão de obra como de outras áreas que são desafiantes, uma vez que estamos a falar em investimentos avultados que irão trazer mais pessoas para a região. Para a autarquia é importante investir em áreas como a habitação e outras de interesse para as pessoas que possam, eventualmente, fixar-se na região”, concluiu.

Lusa

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