Punha-os a nadar por nada

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Custodio Pinto

Ainda a história inédita do Cabide, no centro de férias do Inatel na Costa da Caparica. Esta minha recordação de há cerca de 40 e tal anos, fez-me lembrar outras da minha carolice, nos centros de férias do Inatel e noutros locais do país e em Espanha, que me marcaram na minha vida e que agora me vou lembrando de algumas com muitas saudades e além da aprendizagem do ensino da natação e de muitos salvamentos.

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Como era habitual eu passava com a família muitas férias nos centros do Inatel: Costa da Caparica; Foz do Arelho; Albufeira; Santa Maria da Feira; Luso; e em Espanha nas excursões também do Inatel: Fuengirola; Benalmadena; Salou; Benidorm; e nas praias o caso de Albufeira; Costa da Caparica; Foz do Arelho e em Espanha e nas piscinas que eu me entretinha às tardes a por gente a nadar e por vezes perguntavam-me quanto levava por ensinar a nadar e a minha resposta era sempre “nada” e algumas respondiam-me, “mas isso já não se usa”, mas eu fazia e faço por prazer e por amor ao próximo, que me sinto bem, e as pessoas ficam felizes por aprender a nadar. Na Figueirinha pus um jovem de 64 anos que depois de ficar a nadar, quis pagar a mim e à minha família um jantar só com marisco, tal foi a sua alegria e contentamento e esta e outras histórias da minha dedicação humana que também me sinto muito feliz e passado algum tempo recebi uma carta com uns versos que o jovem de 64 anos me dedicou, que os guardo como outros religiosamente no meu álbum de recordações.

O centro Inatel em Albufeira no início não tinha piscina e na praia tinha dificuldade em ensinar por causa das ondas, pois não são como as praias em Setúbal. Então descobri por indicação, a Quinta do “Oleandro”, complexo turístico, a entrada sem portão, somente uma corrente e lá fui com um grupo do Inatel e como não estava ninguém fomos para a piscina. Entretanto surgiu alguém que justificámos a nossa presença da nossa ida a esse complexo, com o fim de ensinar esse grupo a nadar. Então o senhor autorizou, em virtude de o complexo estar encerrado para férias. Pedi se nesses dias podíamos continuar a ir à piscina, tudo bem, só que no dia seguinte apareceu uma mulher a gritar e a mandar todos para a rua, dirigi-me à senhora, mas ela não me atendeu, rua e lá consegui dar a volta e abrandei o “vendaval”. Expliquei a nossa ida à piscina e perguntei se a senhora sabia nadar, ela disse-me que não e que tinha muita pena de não saber, pois a senhora está sujeita a cair à piscina e foi assim que consegui movê-la e compreendeu a nossa situação, o senhor está a fazer uma boa obra, pois podem vir à piscina enquanto o pessoal está de férias, agradecemos com uma nota em meu nome e do grupo.

Quando estive colocado na agência do Banco Nacional Ultramarino em Portalegre, nessa altura a cidade não tinha piscina, nos fins de semana no verão ia para os tanques de rega de clientes do banco, tomar banho e ao mesmo tempo por gente a nadar e na Barragem Póvoa e Meadas na zona para banhos e aí também continuava com as aulas de natação. Em Elvas fui convidado a dar aulas na piscina de um pequeno complexo turístico que tinha sido inaugurado e queriam saber quanto queria ganhar e a minha resposta “NADA” e a condição era virem-me buscar a Portalegre e depois trazem-me de volta. Entretanto surgiu-me uma vaga em Setúbal e as idas a Elvas ficaram sem efeito.

Enfim, mais umas histórias, entre elas a do Cabide, que me tem marcado imenso no meu passado e que me vou recordando algumas delas, agora com os meus, 91 anos, no dia 24/02/2020.

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