Ligação Setúbal-Troia

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Nuno Carvalho, deputado do PSD

O passe social a um atrativo preço de 40 euros funciona através de um programa que se designa como PART. Para além dos desafios com o aumento da oferta do serviço de transporte quer horária, quer geográfica existem falhas neste programa que causam grandes desigualdades.

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Entre as falhas que urge corrigir estão as ligações entre diferentes comunidades intermunicipais. No caso do tema que define este artigo, a ligação fluvial entre Setúbal e Troia, continuamos com o mesmo problema. O passe mensal para realizar esta ligação tem um preço superior a 70 euros, e os trabalhadores que todos os dias a utilizam estão numa situação injusta. Estão fora do PART.

A proposta do PSD na Assembleia da República para que as ligações entre diferentes comunidades intermunicipais tivessem um financiamento de cerca de 60 milhões de euros permitira combater estas desigualdade. Este financiamento teria origem no Fundo Ambiental, onde o PART já é financiado.

O PS chumbou esta proposta, a desigualdade mantém-se. Nem o programa designado ProtransP resolve este problema. O pior é que situações como a que assistimos em Setúbal e Troia multiplicam-se em todo o país. Quem quiser ter um passe para usar o comboio a partir de Vendas Novas para chegar até à AML (Área Metropolitana de Setúbal) tem que pagar mais de 200 euros. Considerando que 66% das pessoas que trabalham fora de Vendas Novas têm como destino a AML torna-se evidente que é injusto cobrar o equivalente a uma “renda de casa”, especialmente quando comparamos com o valor de 40 euros que o PART proporciona em outras ligações.

A mobilidade não é feita a régua e esquadro num qualquer gabinete, se a política que aplica o passe social não acompanhar os movimentos pendulares na nossa região vai agravar as diferenças que existem.

No dia 11 de março de 2020 realização uma intervenção na comissão de economia da Assembleia da República onde debati este assunto com ministro responsável. A resposta foi inexistente.

Infelizmente este é mais um exemplo do esquecimento da Península de Setúbal enquanto região, todo o desenho do PART foi feito para satisfazer os movimentos para quem vai ou vem de Lisboa. Para quem vai ou vem de Setúbal tem soluções limitadas e caras. É uma desigualdade na nossa região que urge corrigir para um desenvolvimento equilibrado e justo da Península de Setúbal.

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