Coronavírus um desafio que a Região tem de vencer

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Catarina Marcelino, deputada do PS

A situação que estamos a viver com a propagação epidémica do coronavírus é um desafio que temos que saber enfrentar enquanto comunidade. Perante este cenário difícil o nosso país e a nossa região têm de continuar a funcionar, para que possamos ter alimentos, bens e serviços essenciais. Para isso muitos e muitas de nós tem que continuar a trabalhar, mas sempre com a proteção e os cuidados necessários.

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Assegurar estas condições às famílias é uma missão do Governo. Por um lado, garantir que são tomadas medidas de carater coletivo para impedir a propagação do vírus, como foi o encerramento das escolas, a diminuição de mesas nos espaços de restauração ou o condicionamento na circulação de pessoas, que no caso da Península de Setúbal tem um forte impacto na utilização dos transportes públicos. Por outro lado, alavancar a proteção social dos trabalhadores, permitindo que aqueles e aquelas que têm que ficar em casa têm garantido o seu rendimento.

Também o apoio do Estado às empresas, através de financiamento que garanta liquidez e permita a manutenção dos postos de trabalho é fundamental para a superação deste momento e a recuperação da economia pós epidemia. Esta alavanca é essencial à nossa Região em setores como a Indústria e o Turismo.

Portugal, felizmente, tem um Serviço Nacional de Saúde. Este momento é um daqueles que nos faz compreender a vantagem social de ter um SNS universal, que responde às necessidades de saúde da população. Os Hospitais do Distrito estão preparados para o crescimento da epidemia e para uma resposta eficaz a quem precisar.

Mas ao SNS junta-se a Segurança Social, que protege socialmente os trabalhadores que, por exemplo, no caso de terem de ficar em casa com os filhos até aos 12 anos manterão 66% do seu rendimento, ou no caso de terem de ficar em casa de quarentena o rendimento manter-se-á a 100%, ou ainda no caso dos trabalhadores independentes, vulgo recibos verdes, contarão com proteção tendo em conta os seus rendimentos.

Acresce ainda a resposta dos municípios e das Instituições de Solidariedade Social do Distrito. Apoiando os profissionais de saúde, as forças de segurança e os bombeiros, mantendo escolas e creches a funcionar para apoiar os seus filhos, mas também, com bons exemplos nos nossos Concelhos, respondendo às populações mais vulneráveis.

Mas a par com a resposta pública, o nosso contributo enquanto cidadãos é decisivo nesta batalha, para podermos vencer a guerra e voltarmos à normalidade das nossas vidas.
Mantermo-nos confinados ao espaço da nossa casa o maior tempo possível, lavarmos as mãos com frequência várias vezes ao dia, limparmos com produtos desinfetantes as superfícies e os objetos em que tocamos, manter ao máximo a distância social recomendada, são gestos fundamentais para que, enquanto comunidade, de forma cívica e responsável, possamos fazer a nossa parte, ao lado dos que estão na linha da frente dos cuidados de saúde e de segurança, na luta para vencer esta pandemia que nos desafia enquanto comunidade.

 

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