Hino à Saúde. Do subfinanciamento ao devido valor

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Francisco Alves Rito, director de O Setubalense

A vida tem destas ironias. Em poucas semanas todos percebemos a importância de um Serviço Nacional de Saúde (SNS) robusto, capaz e eficiente. De repente tornou-se mais evidente que nunca como os recursos, neste sector, têm tradução em vidas humanas e no bem-estar da população. Médicos e equipamentos, em qualidade e quantidade, são vidas.

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De súbito, com esta pandemia, o chavão ganhou sentido prático. O SNS passou a sinónimo de exército para a salvação nacional, numa guerra em que, mais do que a soberania, está em causa a sobrevivência.

O subfinanciamento deixou de ser apenas falado para ser sentido. As faltas de profissionais e materiais, que eram só números, transformaram-se em desespero. O défice mais grave, que absorvia toda a preocupação nacional e europeia, já não é o das contas públicas.

Os momentos que vivemos depuram o valor das coisas. Como diz Álvaro Amaro, autarca de Palmela, a Covid-19 remete-nos para a reflexão sobre a valorização dos profissionais e o investimento no SNS.

A homenagem que o município de Palmela faz amanhã a quem trabalha no Serviço Nacional de Saúde não poderia ser mais oportuna. Este ano, quando menos o podemos celebrar, o Dia Mundial da Saúde ganha um significado ímpar, com a utilidade de uma lição.

Que todos nos lembremos das diferenças entre ventiladores e automóveis ou entre produtividade e mortalidade. Que os responsáveis políticos percebam que não nos vamos esquecer disto.

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