Contra a proposta da AFS, claro está!

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José Pereira, Presidente da Direcção do C.D. “Os Pelezinhos”

O C.D. “Os Pelezinhos” recebeu na passada terça-feira o comunicado oficial da Associação de Futebol de Setúbal (AFS) com a sua proposta de conclusão das competições distritais dos escalões de formação.

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Quero, naturalmente, começar por saudar a AFS pela abordagem democrática e inclusiva que abraçou, uma vez que coloca nas mãos dos clubes a decisão quanto à solução a adoptar.

Da nossa parte, ao abrigo do princípio do escrutínio público e do salutar debate entre parceiros e amigos, queremos deixar bem claro que SOMOS CONTRA a proposta da AFS.

Como é público, na sua área de competência, a FPF optou por cancelar todos os campeonatos de futebol de formação, sem subidas ou descidas. Do nosso ponto de vista, essa é a única solução que salvaguarda a verdade desportiva. Uma opção seguida também, aliás, por oito associações de futebol distrital (Angra do Heroísmo, Aveiro, Beja, Braga, Leiria, Madeira, Santarém e Viseu).

Sabemos que não somos os únicos a defender a verdade desportiva, longe de nós tal arrogância. O presidente do VFC, Paulo Gomes, em entrevista recente defendeu precisamente que era crucial encontrar, no caso da I Liga, uma solução que a salvaguardasse. Nas suas declarações, em momento algum defendeu equipas a subir ou a descer sem se concluir os jogos em falta. Ora, seguramente que a posição do VFC não mudou na esfera distrital, pelo que ou se jogam as partidas em falta, ou então ninguém sobe ou desce.

Ora, a solução proposta pela AFS, de forma inadvertida, involuntária e pouco amadurecida, fere a verdade desportiva e beneficia arbitrariamente um punhado de clubes.

Sem querer aqui ser exaustivo, o aumento do número de jornadas na próxima época aumentará os custos para os clubes. Igualmente importante, não havendo descidas esta época, mas existindo subidas, na próxima época desportiva haverá um número maior de equipas a descer. Tal aumenta os riscos de descida para a maioria dos clubes, o que forçosamente terá impactos que não são despiciendos no seu funcionamento e na sua planificação, bem como repercussões de natureza financeira e desportiva.

Esta é a nossa posição, frontal e abertamente contra. Competirá, claro está, à maioria decidir qual o caminho a seguir. O nosso é este.

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