No Barreiro não há o que não esteja a ser feito

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André Pinotes Batista, deputado do PS

A pandemia COVID-19 veio colocar à prova todos os sectores do Estado e, creio até, enaltecer a importância deste na salvaguarda dos interesses fundamentais da população. Num quadro em que são confrontadas com um dos maiores e mais inéditos desafios das suas histórias, as autarquias locais têm demonstrado a sua fibra e a sua ímpar capacidade de servir as populações.

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Através da adoção de medidas de prevenção e reforço sanitário, da criação de linhas de apoio social aos mais fragilizados, do alargamento das refeições escolares a mais crianças, na manutenção de serviços municipais essenciais como são o caso da recolha de resíduos, saneamentos, águas e transportes, na prorrogação de prazos e na flexibilização de taxas e tarifas, no apoio ao comércio local, nos estímulos às pequenas e médias empresas, na distribuição de equipamentos de proteção individual, na montagem preventiva de hospitais de campanha, espaços de acolhimento e centros de testagem, é caso para dizer que no Barreiro não há de facto nada que tenha ficado por fazer.

No entanto, existe uma dimensão que merece ser sublinhada por ultrapassar todas as obrigações do executivo, mas ainda assim configurar um gesto de enorme solidariedade. O apoio às forças de socorro, às Instituições Privadas de Segurança Social, às Unidades de Saúde e, em particular, ao Hospital Nossa Senhora do Rosário do Barreiro constituem um esforço muito para além das simples obrigações do Município. Ao disponibilizar os seus recursos financeiros para abastecer os sectores social e da saúde a Câmara Municipal definiu um parâmetro de solidariedade sem precedentes, cujo expoente máximo se fixou na oferta de 5 ventiladores ao Centro Hospitalar Barreiro/Montijo. Nunca, e muito menos na crise de 2008, se verificou esta disponibilidade e está de parabéns a edilidade por tamanho esforço.

O Barreiro conta neste momento com 56 infetados, num universo de 15475 casos. Isto é, o Barreiro representa 0,77% da população, mas tem apenas 0,36% dos casos registados, tudo isto não obstante a sua alta densidade populacional. Uma proeza que se deve coletivamente a todos os barreirenses e que tem, neste período de festas, de continuar a ser um fator de motivação para continuarmos a cumprir enquanto comunidade.

No futuro, após a crise sanitária, todos seremos chamados a fazer face à crise económica e social que se lhe vai suceder. Desde o início do seu mandato, o atual executivo demonstrou uma dinâmica imensa e uma enorme vontade de transformação. Nos dias do Covid19 o empenho em salvar vidas, fazendo pontes com todas as entidades do Concelho, é motivo suficiente para acreditarmos que estamos em boas mãos e estaremos em boas mãos para fazer face aos desafios do futuro.

Até lá, cumpra, cuide-se e aprende a valorizar a importância do Estado e, em particular, do seu município.

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