A Covid-19 e as teorias da conspiração

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Francisco Ramalho - Ex-bancário, Corroios

Circulam por aí  teorias que “explicam” a criação artificial e a libertação do malfadado novo coronavírus que dá origem à COVID-19. Segundo as mesmas, os culpados,  são  os Estados Unidos da América e a China. Os primeiros, são  os principais responsáveis pelas guerras  que dilaceram o mundo , e pelo 2º maior crime da história da humanidade(o primeiro foi o holocausto nazi): as bombas atómicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasáqui com o pretexto de acabarem com a 2ª Guerra Mundial.

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E este pretexto, talvez não seja a segunda maior mentira da história da humanidade, mas sim a primeira. A Alemanha nazi tinha-se rendido há dois meses e o Japão com as suas forças armadas destroçadas e exangues, logicamente, e sabiam-no todas as chancelarias mundiais, ia fazer o mesmo.  Mesmo assim, os EUA, fazem explodir duas bombas nucleares com as catastróficas consequências que se conhecem e que perduram até aos nossos dias. O verdadeiro motivo, foi o de anunciarem ao mundo e, sobretudo, avisarem a então União Soviética, que possuíam aquela terrível, aquela definitiva, arma. Não se coibindo, portanto,  de cometerem o monstruoso crime.

A outra vítima das teorias da conspiração, a China,  vem de um longa história de humilhações, ocupações e prepotências. As guerras do ópio ,as invasões nipónicas e a Longa Marcha. A longa luta do povo chinês contra o colonialismo, o feudalismo e a fome, devido a políticas erradas. Mas,  nos últimos anos, muitos milhões, foram retirados da pobreza absoluta em que viviam, e a meta estabelecida pelo Governo da responsabilidade do Partido Comunista Chinês, a erradicação da pobreza, foi alcançada.  E a China emerge como grande potência mundial.

Segundo tais teorias, militares americanos  que participaram nos Jogos Militares de 2019 na cidade de Wuhan, onde pela primeira vez aparece este vírus, cumprindo ordens do seu Governo, claro, lá o teriam libertado. O objetivo, evidentemente, era o de retardar, ou mesmo eliminar, o imparável crescimento da China, uma vez que a atual guerra económica e tecnológica que lhe têm movido, não o tem conseguido.

A teoria que condena a China, é ainda  mais perversa. Também com objetivos económicos e de propaganda, teria sido mesmo quem detêm o poder em Pequim, os responsáveis pelo fabrico e difusão do referido vírus. Os milhares que iriam eliminar,  numa população de mil trezentos e tal milhões e ainda por cima a maioria velhos, para eles,  não teria qualquer significado.

Estas são as teorias. A realidade, é a que se conhece. Os EUA, a super-potência, a praça forte do capitalismo, a auto denominada guardiã da democracia e dos direitos humanos, a braços  com milhares de mortos, o caos instalado em Nova Iorque e não só, e Trump  preocupado com a sua reeleição, inquieto, a querer pôr termo à quarentena, a criticar a OMS e ameaçar deixar de contribuir para a  mesma. E a China, altruísta, a ajudar meio mundo  e a fornecer  material de proteção e ataque ao vírus, à outra metade.

 

 

 

 

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