Liderar o caminho

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Diogo Prates, Médico e coordenador do Núcleo Territorial de Setúbal da Iniciativa Liberal

Portugal, e por consequência o distrito de Setúbal, vivem hoje um tempo que nos põe à prova enquanto sociedade. Fazendo parte desta comunidade, a Iniciativa Liberal da qual sou coordenador do Núcleo Territorial de Setúbal, quer fazer parte da solução, estamos a colocar toda a nossa energia e empenho no combate a esta pandemia, estamos ao lado dos portugueses porque esta é uma luta de todos.

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Em primeiro lugar, neste desafio sanitário que enfrentamos estamos do lado dos doentes, daqueles que pela idade ou por um estado de saúde mais debilitado necessitam de mais e melhores cuidados, não acreditamos em disputas ideológicas na área da saúde, foi por isso que nas últimas eleições legislativas apresentámos a proposta de tornar a ADSE acessível a todos os portugueses, porque não existem cidadãos de segunda e de primeira, sempre dissemos que este seguro de saúde público deveria estar ao alcance de todos, hoje é evidente: este seguro protegeria mais os mais vulneráveis, os hospitais privados não podem estar disponíveis apenas para aqueles que os podem pagar mas a todos, não através de nacionalizações selvagens que fariam apenas deteriorar os seus serviços, mas através de um seguro de saúde público, ao alcance de todos.

Estamos ao lado dos profissionais de saúde, das forças de segurança, dos bombeiros e de todos os que estão na linha da frente neste combate. Este não é o tempo de abdicar da política ou da oposição. Este é exactamente o tempo de exigir investimento no Serviço Nacional de Saúde, se estamos em guerra, os soldados não podem ir para o campo de batalha sem armamento, e portanto os médicos e enfermeiros não podem estar sem máscaras, sem luvas e sem equipamentos de protecção individual. Não nos esquecemos que o senhor primeiro-ministro disse que não falta nada no SNS e que não é expectável que venha a faltar, para logo de seguida ser desmentido numa carta aberta assinada pelos bastonários das Ordens dos médicos, enfermeiros e farmacêuticos.

Estamos ao lado das famílias, acreditamos que a educação é o mais poderoso elevador social ao nosso alcance e que os mais pobres não podem ficar sem acesso a ela, foi por isso que propusemos que o Estado instala-se na casa das famílias mais necessitadas computadores, para que estas crianças não se vejam agora privadas de aulas.

Estamos ao dos empresários, sabemos que esta paralisação da actividade económica trará consigo mais falência de empresas, mais desemprego e uma deterioração grave da condição de vida das pessoas, este estado de emergência não se pode prolongar para lá do estritamente necessário sob pena de não morrermos da doença mas da cura. Foi por isto que lançamos o programa Nação Valente, https://iniciativaliberal.pt/programa-nacao-valente/ um conjunto ousado de medidas que pretende salvar postos de trabalho e a economia e relançar as bases da reconstrução do país. Pretendemos também maior protecção para os sócio-gerentes de pequenas e médias empresas que ficaram completamente desprotegidos, e por isso propomos um apoio extraordinário mensal num montante mínimo igual a dois terços da remuneração normal, sendo esta compensação retributiva paga em 30 % do seu montante pela entidade empregadora e em 70 % pelo serviço público competente da área da segurança social.

Muitas vezes os liberais são acusados de serem a favor do Estado mínimo, e que se não fosse o Estado estaríamos agora completamente desamparados. Tanto uma como a outra não são verdade, os liberais são contra um Estado grande, de mordomias e favores mas que falha no essencial, somos a favor do Estado eficiente que protege os mais fracos. Nesta hora de necessidade as empresas souberam dar o exemplo e reinventaram-se, muitas passaram a produzir viseiras ou gel desinfetante, pondo esses produtos ao serviço de todos. A Iniciativa Liberal estará cá para liderar o caminho, neste tempo de incerteza.

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