24 Novembro 2020, Terça-feira
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E a partir de agora?

Os tempos de mudança vivem-se hoje, também, no modo como muitos trabalhadores estão a desenvolver o seu trabalho. Com a pandemia instalada, as empresas tiveram de se adaptar recorrendo a uma modalidade que, para muitas, e consequentemente, para muitos dos seus trabalhadores, tem sido um verdadeiro desafio – o trabalho a partir de casa.

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A capacidade de as empresas acompanharem, e se adaptarem, ao longo dos tempos, à evolução tecnológica, nomeadamente, no que se refere às tecnologias de informação e de comunicação permitiu que, num momento como o que estamos a viver hoje, não parassem, pelo menos, por completo.

Mas, se o desafio já seria considerável, por não existir essa prática, no atual contexto, o desafio é gigantesco.

Estão todos estão em casa. Pais, filhos, e muitas vezes avós. Impõe-se uma adaptação, também logística, para que, em muitos casos, pais e filhos, consigam as condições para que tudo corra bem. E, não raras vezes, em casas onde o espaço é limitado. No atual contexto, e sobretudo, quando existem miúdos e/ou adolescentes, o desafio é ainda maior, na medida em que também deles se exige a adaptação a esta coisa estranha de terem aulas a partir de casa, de não estarem com os seus pares, de estarem fechados em casa, por vezes, desencadeando verdadeiros ataques de nervos. No contexto atual, serão muitos os que anseiam pelo regresso aos postos de trabalho.

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Mas estes são tempos extraordinários. Em condições normais, o teletrabalho não significa todo este esforço, pelo contrário.

O teletrabalho pode ser o caminho para o tão desejado equilíbrio, entre a vida familiar, e a vida profissional. Depende dos trabalhadores e das empresas.

Do ponto de vista das pessoas, sabemos a dificuldade, a pressão, e o stress a que muitas estão sujeitas, diariamente, para terem sucesso: no cumprimento das suas obrigações familiares, por um lado (muitas vezes, sem o tempo de qualidade), e num bom desempenho profissional, por outro. É um verdadeiro frenesim onde, naturalmente, falha algo de fundamental para o seu equilíbrio, o tempo delas.

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Do ponto de vista das empresas, o sucesso das mesmas depende, em muito, da relação de confiança que se estabelece entre gestores, e restantes trabalhadores. Depende, em muito, de uma definição clara dos objetivos, da implementação de uma estratégia para a boa prossecução dos mesmos, da forma como estão organizadas, de um bom sistema de controlo interno, e de uma definição clara do papel de cada um.

O teletrabalho permite uma melhoria na vida das pessoas, e consequentemente, no trabalho desenvolvido, e responde às necessidades das empresas, nomeadamente, um aumento da produtividade (são os estudos que o referem) e uma redução de gastos, para além de um aumento da motivação dos seus trabalhadores.

Em 2003, Portugal foi um dos primeiros países da Europa a enquadrar o trabalho à distância na legislação laboral embora, na prática, a percentagem de trabalhadores, neste regime, tenha sido sempre residual.

E a partir de agora? O que irá mudar?

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