O relançamento da economia nacional

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José Luís Ferreira, deputado do PEV

Já todos percebemos que temos pela frente uma longa caminhada, porque cada passo deve ser dado com os pés bem assentes na terra, para não deitarmos tudo a perder.
E no que respeita ao relançamento da economia, essa caminhada está muito dependente da forma como o Governo conseguir travar a onda de despedimentos que continua a avançar e da forma como o governo conseguir garantir a sobrevivência das MPME, que sendo fundamentais na nossa economia, estão muito dependentes da procura interna.
E como se adivinha, mesmo quando o país começar a mexer, o mercado interno vai demorar a chegar a níveis desejáveis, uma vez que, com esta crise, a generalidade das famílias perdeu poder de compra de forma muito acentuada.

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Ora, sem procura interna, a vida das Pequenas Empresas vai continuar num estado muito critico, mesmo depois da crise sanitária.

Por isso é necessário alargar os apoios às pessoas que hoje não têm apoio, prolongar no tempo os apoios que apenas estão previstos para Estado de Emergência, e é necessário manter os apoios às Pequenas Empresas.

Mas a caminhada podia ser mais curta se, por exemplo, o Governo obrigasse os bancos a garantir o acesso às linhas de crédito a todas as Pequenas Empresas que reunissem os critérios definidos pelo Governo. Assim, os bancos vedam o acesso às linhas de crédito às Pequenas Empresas que entendem, mesmo que reúnam os critérios legais, obrigando ao seu encerramento.

Apesar de tudo, desta crise podemos tirar algumas conclusões e olhar para ela como uma oportunidade de repensar as prioridades que têm norteado as nossas vidas, a forma como vivemos, produzimos e consumimos.

Antes de mais sai reforçada a necessidade de se investir a sério no SNS e na valorização dos seus profissionais.

Ficou também claro que temos de nos virar para a produção nacional e recuperar a nossa soberania alimentar.

Fazer renascer os mercados de proximidade e os pequenos circuitos de distribuição que são fundamentais para os agricultores poderem escoar os seus produtos, e dar corpo ao Estatuto da agricultura familiar que não há meio de sair do papel.

É preciso ainda reequacionar o papel do estado na economia e colocar a banca ao serviço do relançamento da economia, em vez de se continuar a transferir recursos públicos para apoio à banca privada, recursos que são indispensáveis para o desejável relançamento da economia.

É tempo também de avaliar as Parcerias Público Privadas e colocar um fim na batota legal que os paraísos fiscais representam e de outras imoralidades que nos fomos habituando a aceitar como normais, desde logo o brinde que é dado às grandes empresas que ganhando os seus lucros no nosso país, colocam a sua sede fiscal em países como a Holanda, para não pagarem os impostos cá.

São milhões de euros que podem ser canalizados para garantir apoios às famílias que estão numa situação desesperada e para apoiar as pequenas empresas, para que estas possam dar o seu contributo no relançamento da economia.

Do que se trata é de opções e é de opções que falamos.

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