COVID-19: Cabe-nos a nós

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Nuno Carvalho, deputado do PSD

Os efeitos da COVID-19 e por causa da COVID-19 são duas realidades que os portugueses encaram diariamente.

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Os efeitos da doença e a sua alta capacidade de contágio levam a que todos tenhamos que contribuir para que ela se erradique. Contudo o efeito colateral do contributo generalizado dos portugueses com o confinamento e distanciamento social é nefasto para as empresas e os empregos que estas asseguram. É um mal necessário, mas faz muito mal à economia.

É importante encararmos agora o nosso papel nos efeitos que existem por causa da COVID-19. Na economia da nossa região pode-se ter um papel ativo.

Para isso basta acrescentar aos habituais critérios de compra o local. Todos os consumidores ponderam a qualidade, o preço, a rapidez de entrega, entre outros. Hoje é essencial pensar “onde” comprar. Esse critério pode fazer a diferença para o local onde residimos.

O conceito onde se compra e que promove as compras no comércio local não é nada de novo. Mas nunca foi tão importante para sobrevivência para os empresários e trabalhadores.

Na pesca, na agricultura, comércio, serviços, indústria cabe ao consumidor dar o impulso a estes negócios locais que pela sua dimensão estão fortemente afetados por esta pandemia. Cada empresa e emprego dá dinâmica económica e social às localidades onde se situam.

Este pensamento não dirigido em função da dimensão do negócio. Todas as empresas são importantes para cada uma das suas regiões.

Muitos empresários estão sem amparo. Apenas o lay-off chega (com atraso) às empresas e trabalhadores. E todas as outras ajudas que o governo disponibiliza são dívida para pagar mais tarde. Sem vender as empresas não funcionam nem pagam salários, a decisão onde comprar fundamental para o nosso distrito e região.

Sem empresas e empregos a nossa região sofrerá uma contração económica, mas também social. Afetará seguramente a qualidade de vida no distrito de Setúbal. Realizar um consumo consciente do local e origem dos produtos e serviços é contribuir para o local e região onde residimos.

Não se trata de ser regionalista, trata-se de querer o melhor para o nosso distrito. Com o arranque do “desconfinamento” o local para onde se dirige o nosso consumo é simultaneamente o local para onde se dirige a nossa ajuda.

Sempre que puder compre local ou regional é uma ajuda que está a dar ao nosso distrito de Setúbal.

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