O Rio Azul nestes 255 anos de Bocage

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Valdemar Lopes Santos

A edição d’O Setubalense de 12 de Maio passado tomou fileiras na evocação do 75º aniversário da plena derrota do nazi-fascismo, a 9 de Maio, ao expandir uma saudação subscrita por várias organizações (entre outras, a nível nacional) que abaixo identificamos porquanto, incidência e re-incidência da vida que se faz por opções, haviam assumido o repúdio pela realização do Exercício NATO Tridente Juncture 2015, a decorrer em Portugal, Espanha e Itália em Novembro, envolvendo 25 mil efectivos de cerca de 40 países, repúdio esse que animou a nossa Praça do Bocage.

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Dezenas de participantes corresponderam em finais de Outubro ao apelo do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), União dos Sindicatos de Setúbal (USS), Movimento Democrático de Mulheres (MDM), União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC), Associação Conquistas da Revolução ACR) e Juventude Comunista Portugueses (JCP), que viram as suas intervenções acompanhadas pelo testemunho de André Martins, então Vice-Presidente da edilidade. Contra as manobras em curso em Santa Margarida e Beja, e em Setúbal/Tróia, escolhida como a plataforma portuária de entrada de viaturas e outros equipamentos e meios militares, levantaram a voz em sua representação Baptista Alves, Luís Leitão, Bernardina Barradas, Pedro Soares, Filipe Narciso, Nuno Lopes e Paulo Costa, antecedidas, em termos de apresentação, pelo Teatro do Elefante com as cadências, que nos são conhecidas, do seu Director, Fernando Casaca.

O empenho na defesa dos Valores de Abril, da Paz e Independência Nacional, no respeito pela Constituição da República, na solidariedade e cooperação com os povos de todo o Mundo assentou como luva na evocação dos 250 anos do nascimento de Bocage, ali presente na coluna sadina, e do poema de Laureano Rocha a que Mário Regalado moldou a música: «Ó rio Sado de águas mansas que pró mar vais a correr, não leves minhas esperanças, sem esperanças não sei viver».

A edição em questão – mais uma retoma – recordava «o horror atómico» lançado pelos EUA sobre Hiroshima e Nagasáki e a capitulação do Japão, e, ao pôr fim definitivo «à maior tragédia humana que a História conheceu», destacava «o papel da União Soviética e do Exército Vermelho, assim com o daqueles que, em Portugal, tudo deram, incluindo a própria vida, para resistir contra a longa noite fascista e fazer florir a liberdade e a paz em Abril de 1974».

Nestas páginas que travam uma batalha – a dos seus 165 anos – caberá sempre o combate pela Paz.

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