O futuro chegou sem avisar!

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Maria João de Figueiredo, Owner and Founder da CIPHRA

Nada vai voltar a ser como era, e quem quiser ficar no passado, vai perder a hipótese de fazer evoluir o seu negócio.

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A Covid-19 obrigou-nos a criar novas soluções de trabalho. Gestores e colaboradores adaptaram-se rapidamente a metodologias de trabalho que muitos vinham falando e escrevendo como sendo uma solução ainda num futuro longínquo.

A verdade é que a tecnologia ganhou um peso extraordinário nesta adaptação, e aquela visão futurista de trabalharmos ao lado de robots, tornou-se numa realidade que faz parte da solução. A tecnologia deixou de ser uma ameaça para passar a ser a solução.
Também o teletrabalho, até agora encarado pelos nossos gestores com alguma desconfiança, foi a salvação de muitas empresas para continuarem a trabalhar a 100%, e segundo alguns estudos de entidades reconhecidas internacionalmente, os colaboradores afirmam que a sua produtividade se manteve e, em muitos casos, aumentou.

Mais uma oportunidade para os líderes das nossas empresas aproveitarem para conseguirem uma maximização da produtividade nas suas opções de gestão no futuro. Os gestores começam hoje a repensar a organização do trabalho, e até que ponto se justifica manter certos custos fixos inerentes a espaços físicos de maior dimensão e todos os custos que daí advêm. Mais uma vez, esta crise gerou uma oportunidade para as empresas baixarem custos e, permitindo ainda aos seus trabalhadores o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional tão desejado, poupando horas em transportes ou em filas de trânsito.

Este equilíbrio gera felicidade, e certamente acompanhados por uma liderança positiva, estes colaboradores serão certamente mais produtivos e estarão mais alinhados com a cultura da empresa, e consequentemente com a equipa.

Obviamente que para as empresas que trabalharam previamente a comunicação e a confiança com a equipa, o processo foi mais fácil e mais rápido de se concretizar. Posso falar da minha própria experiência, e na Ciphra vínhamos a trabalhar com ações de formação, a liderança de segunda linha, a comunicação, a responsabilidade e a confiança, o que  permitiu à equipa estar alinhada para concretizar os objetivos exigidos em cada função, muito rapidamente.

Chegada a hora de voltarmos a uma nova normalidade e retomarmos as nossas atividades, dentro das recomendações da DGS, é hora de fazer valer aquilo que de melhor esta crise nos ensinou.
A resiliência necessária para ultrapassar esta crise não chega, porque nada vai voltar a ser igual, e nós também não. Esta crise gerou em nós a capacidade de adaptação, de gerir o stress, aprender e evoluir.

Não aproveitar esta mudança é perder a oportunidade de dar um passo em frente, um passo que muitos deixavam para depois, porque “o nosso país ainda não está preparado para isso” diziam alguns.

Já não somos iguais ao que éramos há dois meses, e isso é bom, é sinal que despertámos em nós características para superar crises futuras, que possam surgir na nossa vida pessoal e profissional.

Abandonar ou ultrapassar crenças, medos, preocupações e ansiedade, pode até doer, mas no final, estaremos todos mais fortes e preparados para tomar decisões a curto, médio e longo prazo, seja para ultrapassarmos futuras crises, seja para mudarmos o rumo da nossa vida.

A 2ª vaga está anunciada sem data marcada.

Estamos agora mais fortes e preparados? Ou estamos ainda presos a uma realidade que já não existe?

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