Negligência no desconfinamento pode ficar muito cara

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Francisco Ramalho, Professor, Corroios

O bairro de Vale de Chícharos, mais conhecido por Bairro Jamaica, Seixal, voltou a ser notícia pelas piores razões. Referimo-nos, evidentemente, ao foco de contágio viral que atingiu 16 pessoas.

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Este, é um dos casos que contribui para que a Região de Lisboa e Vale do Tejo ,seja atualmente a zona do país com maior numero de novos casos COVID-19, registados.
O presidente da Associação de Moradores do referido bairro, Dirce Noronha, descreveu lá comportamentos incorretos, sobretudo agora nesta fase de desconfinamento.
Nomeadamente, em cafés e na rua, onde as pessoas se juntam principalmente aos fins-de-semana para conviver, petiscar, beber uns copos, sem máscaras, sem o conveniente distanciamento, sem qualquer cuidado.

No Laranjeiro, mais precisamente no chamado Laranjeiro de fora, Almada, presenciámos grupos de 8, 10,12 pessoas na via publica a conversar, a conviver, em idênticas circunstâncias de insegurança. Mais acima, junto das paragens dos autocarros dos TST e do Metro Sul do Tejo, grupos de idosos também desprotegidos, bem juntos, em amena cavaqueira. Ainda na Margem Sul, na Costa da Caparica, perto do mercado e quase nas traseiras da esquadra da PSP, numa varanda, com música muitos decibéis acima do razoável, diversos jovens sem qualquer preocupação, de copo na mão, divertindo-se em grande algazarra. E na praia, o comportamento pouco ou nada difere dos anos anteriores; jogos de futebol, de voleibol, com raquetes, mais jovens agarrados uns aos outros na brincadeira, etc.

Depois de um comportamento elogiado até no estrangeiro e de contributos tão positivos como o da Câmara do Seixal que enviou pelo correio 1 milhão de máscaras aos seus munícipes, agora, com estes lamentáveis procedimentos, parece que querem deitar tudo a perder. Falo no plural, para criticar, evidentemente, quem assim procede, mas também as autoridades, as Forças de Segurança. E não colhe aqui, a tese de que não pode andar um polícia atrás de cada cidadão! Trata-se de situações recorrentes em locais bem determinados e em qualquer das situações a que nos referimos, não vimos um único elemento da PSP, da GNR ou da Polícia Marítima a corrigir ou sancionar tais potenciais perigosos comportamentos. E a isto, chama-se; negligência. Ou não será assim?

Portanto, senhor Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, aqui fica o alerta e o reparo. Os efetivos das referidas forças, principalmente agora em tempo de pandemia, não serão os suficientes e haverá prioridades. A contenção do vírus, não será uma delas? Mas, senhor Ministro, se me permite, que tal uma conversa com o seu colega da Defesa, João Cravinho? É que aqui na região, mais concretamente no Alfeite e em Vale de Zebro, situam-se as principais unidades terrestres da Armada… Claro que não são polícias! Mas, quem duvida que os nossos briosos marinheiros, completariam como todo o empenho, tão útil serviço?

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