Antever e preparar

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Pedro Moço, estudante

2007 e 2020. Dois anos que muito têm em comum. Ambos iniciados com um largo horizonte económico e social para várias gerações e que de um momento para o outro – pelo menos para o cidadão comum – se tornou cada vez mais longínquo. O que têm também em comum é a geração que enfrentou e ultrapassou a crise em 2007. A mesma geração em duas crises económicas.

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Trabalharam enquanto estudaram pois muitas vezes as bolsas não chegavam para todos ou mesmo para alimentação. Ou que não estudaram de todo. Jovens em formação que à altura viram sonhos, seus e dos seus pais caírem por terra, mas que ultrapassaram esses problemas quotidianos e viram finalmente a bonança depois da tempestade. Crise passada, é de referir que nos últimos anos, a subida do nível de vida nem sempre abarcava a população em geral – pleno emprego não é sinónimo de qualidade laboral, mas não me posso alongar por agora. Quando a vida ia de vento em popa ora que essa geração se depara com uma borrasca e terá, novamente, de passar a tormenta e não esquecer que mesmo conduzidos por um albatroz têm de segurar o leme e guiar o barco, unidos.

Enquanto existem despedimentos impossíveis de evitar pois assim é a economia e a vida, infelizmente, alguns servem como um pódio para figuras menos felizes. Há semelhança desta guerra que vivemos, ainda que silenciosa, existiram momentos idênticos na nossa longa História. Momentos como este em que a sociedade e as próprias instituições estão mais frágeis – como é normal – são situações propícias para que figuras e movimentos colham frutos podres enquanto tentam açambarcar os alicerces do respeito, da democracia e da liberdade. Esses “ataques” não são fundamentados com fatos e provas, mas sim com hiperbolismos, medo e desconfiança. Ainda que errados e nonsense, vivemos num país livre e mesmo que não gostemos do que ouvimos é preferível ouvi-lo a prescindir dessa liberdade do outro.

Finalizo com as palavras intemporais de Winston S. Churchill sobre o papel do político ser simplesmente estar atento e antever o que vai acontecer amanhã, na próxima semana, mês ou ano e convoco as verdadeiras mulheres e homens da Democracia. Se assim continuarmos o caminho traçado está diante dos nossos olhos. Prudência. E mesmo que queira mudar o meu discurso e abordar outro tema, há sempre a História a perseguir-me. Com isto digo novamente, aprendamos.

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