Recordando o Jornal O Setubalense

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Custodio Pinto

Longe vai o tempo em que o diretor e proprietário do Jornal O SETUBALENSE era o Sr. Luís Faria Trindade. O custo do jornal era de 30 centavos. A redação, a administração era na rua do Diário Setubalense, no nº 21, 1º andar, com frente para a Praça de Bocage e as oficinas no largo do Chiado (onde antigamente ficava a Pizzahut no largo do Bocage).

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A residência do Sr. Trindade era no prédio de três andares nº 119 na Praça de Bocage. O 1º e 2º andares eram habitados pela família Trindade e os meus pais residiam no 3º andar, onde eu e os meus irmãos nascemos. Éramos vizinhos do Sr. Trindade. Tínhamos um convívio muito salutar, muito unidos, com uma boa convivência entre a família Pinto e a família do Sr. Trindade, coisa que nos dias de hoje, salvo exceções, é difícil de ter da mesma forma com os vizinhos. Enfim, os tempos eram outros.

Tenho algumas recordações com o Sr. Trindade, na minha infância. Com ele comecei a ter o gosto de escrever para os jornais. O Sr. Trindade de vez em quando perguntava-me coisas que se passavam na cidade e aí comecei a interessar-me pelos acontecimentos da minha Setúbal e depois a transmiti-los. Ficava satisfeito e por vezes aproveitava-os para artigos no jornal. Mais tarde, iniciei-me a escrever alguns artigos em vários jornais. À exceção de O SETUBALENSE, os outros títulos já não existem. Continuo ainda n’ O SETUBALENSE, pois foi onde comecei a publicar os meus artigos e alguns depois no Diário da Região. Os jornais que se extinguiram foram: Distrito de Setúbal, Voz de Palmela, Nova Vida, Actual, Correio de Setúbal, Jornal de Setúbal, Gazeta Setubalense, Viva Setúbal.

Voltando ao Sr. Trindade, no 1º andar da sua residência: na janela tinha dois placares que publicava as notícias de última hora da cidade, principalmente falecimentos (o jornal Voz de Palmela, no Largo da Misericórdia, no 1º andar por cima da pastelaria Capri, também tinha dois placares na janela, com o mesmo sentido das notícias de última hora). Hoje nada disso existe. Porquê?

O corpo efetivo dessa altura da redação de O SETUBALENSE era dirigido pelo seguinte elenco: Luís Faria Trindade (Diretor), Afonso Macedo e Castro (Redator), José Agostinho Paulo (Redator), Mário Rocha (Redator), Dr. José Paulo Jr. (Redator) e o pessoal gráfico: Augusto Neves, Alberto Conceição, Pedro Luz, Fernando Basso, Jorge José da Graça, Mário Brito, Enrique Rocha, António Batista Viegas, João Severino, Salustiano dos Santos, Carlos Cabrita, José Catraio, Joaquim Rocha. Os colaboradores eram: José da Rocha, J. Rodrigues Bastos, J. Pereira Martins, Dr. Francisco Pacheco, Miguel Mangua, Alfredo Pinto, Carlos Leal. E os informadores: Aguinaldo Ribeiro e Dionísio Pereira.
É uma pena… e uma justa homenagem que quero prestar ao vizinho e saudoso amigo Sr. Luís Faria Trindade, bem como todos os elementos dessa altura do Jornal O SETUBALENSE.

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