PENSAR SETÚBAL: A necessidade de uma rotunda no cruzamento entre a Azinhaga de S. Joaquim e a Av. Mário Regalado, com a EN 252

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Giovanni Licciardello - Professor

Com o significativo aumento do parque automóvel em Setúbal, as rotundas constituem sempre uma forma preferencial de circulação e escoamento rodoviário, junto a locais de confluência, em detrimento dos cruzamentos com semáforos.

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Estes, para além de gastarem energia (que se mantém, como iremos ver a seguir), provocam uma paragem forçada das viaturas.

Pelo contrário, as rotundas permitem que os condutores se auto-regulem, proporcionando uma constante fluidez do trânsito, maior rapidez no acesso e circulação nas mesmas.

Com as novas regras de trânsito, ainda existem muitos automobilistas que ainda não abordam as rotundas de forma correcta, sendo meramente uma questão de tempo, até tal procedimento estar interiorizado.

A Câmara Municipal de Setúbal tem vindo (e bem) a substituir progressivamente os cruzamentos clássicos, por rotundas e a criar novas rotundas: a dos Correios, dos Quatro Caminhos, as duas em frente ao Estádio do Bonfim, a do Liceu, a do LIDL, as do Monte Belo, a da Tebaida, as duas em frente e por trás do Allegro, a da Doca das Fontaínhas, a que se localiza em frente ao Hospital de S. Bernardo, etc.

Na Avenida da Europa (Variante da Várzea) foram construídas em fase posterior, duas rotundas (a do Estádio e a da Escola).

Quando se deslocalizar a entrada principal da Escola Básica de Bocage, da Av. de Angola, para a Rua Engº Henrique Cabeçadas (tal como está previsto), irá inevitavelmente propiciar uma maior fluidez em toda essa zona.

Algumas rotundas carecem ainda de obras de embelezamento, sendo meramente uma questão de tempo.

Depois temos as três rotundas quadradas, depreciativamente baptizadas de quadrúngulas da Av. Luísa Todi; estreitas, abruptas, com dificuldade e sem prioridade para quem circula dentro delas.

Sugere-se a sua modificação, transformando-as em rotundas circulares, amplas, harmoniosas e com prioridade de quem lá circula.

Com a progressiva transformação dos cruzamentos clássicos em rotundas, não foram retirados os semáforos, como seria expectável, dada a sua aparente inutilidade.

Pior que isso, os semáforos continuam a funcionar em amarelo intermitente, em quase todas as rotundas intervencionadas, desperdiçando energia eléctrica, de forma perfeitamente incompreensível.

Sugere-se, portanto, que sejam retirados, ou, pelo menos, desactivados.

Hoje tomo a liberdade de sugerir a construção de outra rotunda e remoção/desactivação dos semáforos aí existentes.

Quem circula na Azinhaga de S. Joaquim próximo do campo dos “Pélezinhos”, ou da Av. Mário Regalado (a que vem a Av. Lima de Freitas e Vale de Mulatas), muitas vezes detém-se durante bastante tempo para aceder à EN 252.

Por outro lado, com as alterações rodoviárias efectuadas na Estrada dos Ciprestes, próximo da Igreja Nova, verificou-se um estreitamento da faixa de rodagem, para uma só via, sentido Sul-Norte. Tal provoca inevitáveis e previsíveis afunilamentos no trânsito, que são potenciados pela inexistência de uma rotunda, mais à frente.

Aí mesmo, na EN 252, no prolongamento da Estrada dos Ciprestes, seria necessário construir uma rotunda, a fim de proporcionar um escoamento muito mais satisfatório entre as quatro direcções possíveis (Palmela, Centro, Azinhaga e Mário Regalado), o que não acontece actualmente.

Fica aqui feita a sugestão.

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