19 Janeiro 2021, Terça-feira
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A teoria dos frangos

“Se a margem norte de Lisboa come dois frangos e a Península de Setúbal come zero, a média será um frango por cada região”. Esta foi uma forma simples, mas bastante clara, do eurodeputado Paulo Rangel explicar que a Península de Setúbal tem sido prejudicada, ao longo dos anos, pelo facto de quase não existirem políticas dedicadas à nossa região.
A questão tem sido abordada várias vezes pelos deputados do PSD com a Ministrada da Coesão Territorial e Ministra de Planeamento em diversas audições que têm ocorrido na Assembleia da República.

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Na audição que se realizou no passado dia 30 de Outubro o PS tentou abordar este tema. Com um discurso que indicava ser totalmente condizente com os interesses da região, foi possível ouvir o partido do governo acompanhar uma revindicação da região. Foi quase tudo certo, mas esta intervenção do PS teve dois problemas de tempo. O partido demorou seis anos a pronunciar-se, e esqueceu por completo uma economia arrasada pela pandemia que nos afeta.

Ainda assim, o tempo e a forma do discurso político de qualquer partido servem apenas para sinalizar uma posição política, não é uma medida governativa em si. Portanto, é ao governo que compete designar ou não se a Península de Setúbal deve merecer um equilíbrio justo na atribuição de fundos comunitários face à restante Área Metropolitana de Lisboa.

Foi preocupante ouvir os deputados do partido socialista falar apenas das grandes empresas esquecendo as pequenas. Os fundos comunitários devem servir todas as empresas, porque o “ecossistema empresarial” faz com que as pequenas empresas precisem das grandes e estas últimas das primeiras. Foi ainda mais preocupante ouvir os deputados do partido socialista falar nos números do PIB que se referem ao período antes da pandemia. O desemprego e paragem forçada das empresas arrasou o rendimento da região e consequentemente terá alterado profundamente os valores do PIB.

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Os deputados eleitos pelo distrito de Setúbal não podem ser “extraterrestres” face aos principais temas da região. O país antes da pandemia não é o mesmo que existe agora. Quando Paulo Rangel utilizava uma analogia com base em frangos era antes da pandemia, hoje muitos setores económicos estão “consumidos até aos ossos”, os deputados que não conseguem perceber isto são autênticos “extraterrestres” no seu próprio distrito.

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