Câmaras da península de Setúbal assinam compromisso ambiental

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Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas aponta concelhos costeiros e estuarinos apontados como os mais vulneráveis, com risco alto ou muito alto, de possíveis inundações.

 

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Maria das Dores Meira, presidente da Câmara de Setúbal, bem como os autarcas Joaquim Santos (Seixal) ou Frederico Rosa (Barreiro), entre outros representantes dos 18 municípios que integram a Área Metropolitana de Lisboa, assinaram na última sexta-feira, durante uma cerimónia que decorreu no Museu Nacional dos Coches, o Compromisso para a Adaptação às Alterações Climáticas que, de acordo com vários especialistas na matéria, devem começar a manifestar os seus primeiros efeitos na região até ao final deste século, com maior impacto nas frentes ribeirinhas dos rios Tejo e Sado.

Durante a apresentação dos dados aos responsáveis das diversas autarquias, estiveram questões como a subida do nível da água do mar e consequentes cheias, ou situações de secas e calor extremo que poderão vir a criar um maior número de incêndios, tendo sido apontadas como “a as maiores vulnerabilidades” no caso da península de Setúbal.

Na altura, os autarcas comprometeram-se a “tomar medidas políticas, de acordo com as especificidades identificadas para os respectivos concelhos”. Para Sérgio Barroso, coordenador deste plano, os desafios destas câmaras municipais são “muito significativos” e devem ser ponderados por cada um dos municípios.

O responsável adianta que “não é possível actuar em todo o lado ao mesmo tempo” e alerta que, a curto prazo, a questão da orla costeira é a situação que exige “que sejam retiradas algumas áreas edificadas no concelho de Almada, que estão expostas ao risco de galgamento e inundação no imediato”, com uma chamada de atenção para a erosão do litoral arenoso. “A Assistimos há anos a uma redução crescente da dimensão das praias e isso vai-se agravar, mas em nosso entender, o caso mais reconhecido pela globalidade dos estudos como mais preocupante é o caso de Almada”, destaca Sérgio Barroso.

Cheias em Setúbal associadas a drenagem urbana

No que toca aos restantes concelhos da península de Setúbal, destaca-se a área do concelho de Sesimbra, que ao nível de possível risco e vulnerabilidade a inundações, está neste momento classificado como uma zona que pode ser afectada a médio prazo.

Em relação às inundações estuarinas e de acordo com o mesmo estudo, em risco futuro estão os municípios do Seixal, Barreiro, Montijo e Alcochete, a maior parte com susceptibilidade alta, com a Moita e Setúbal a serem apontados como concelhos onde esta possibilidade passa a ser “muito alta”.

“Não vamos ter uma subida súbita das águas do mar amanhã, mas temos dados que apontam – e são consistentes com os dados internacionais -, para uma subida das águas do mar até ao final deste século, que poderá ir até aos 90 centímetros”, assinalou. Setúbal é ainda uma cidade apontada pelo estudo, como uma zona onde existe um problema de cheias relacionadas com a drenagem urbana “que também é de considerar”.

Relativamente às ondas de calor, “todos os outros municípios serão particularmente afectados, com uma especial atenção para as áreas urbanas”, destacou durante a sua intervenção. No caso das secas, que são cada vez mais extensas no tempo, serão também “u um problema crítico no interior da península de Setúbal”, concluiu.

 

Por Luís Geirinhas
Com Lusa

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