6 Março 2021, Sábado
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Montijense estreia-se como autora com romance policial

Sentiu dificuldades em encontrar no mercado um livro que correspondesse às suas expectativas, então resolveu criar uma obra à medida do seu gosto. Por diversão e entretenimento, confessa. Os familiares convenceram-na a tirar o manuscrito da gaveta e assim foi publicada a trama em torno dos Watson, repleta de suspense

 

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Nasceu em 1988 em Montijo, onde reside actualmente, mas foi em Macau – onde viveu entre 2012 e 2017 – que abraçou a ideia de escrever um livro. Raquel Matos da Silva estreou-se como autora com um romance policial empolgante, repleto de suspense, numa acção centrada na alta roda da sociedade londrina do século XIX. “O Legado Oculto” intitula a obra com a chancela da Chiado Books que a jovem escritora apresentou, no passado dia 12, no Museu Municipal Casa Mora, na sua terra natal.

A O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO, Raquel Matos da Silva abre um pouco mais o livro, mas o dos bastidores, e desvenda como franqueou as portas a uma carreira literária, quando no currículo carrega o grau de Mestre em Psicologia Clínica Dinâmica.

Quando surgiu o gosto pela escrita? Lembra-se de quando começou a “alinhavar” as primeiras linhas (e o ou os temas) que a levaram a pensar: um dia terei de lançar um livro?

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Com toda a franqueza, nunca tinha escrito nada anteriormente. Confesso que nem sequer mantive diário algum ao longo dos anos. Escrever um livro nunca foi um objectivo a alcançar, nem algo que almejasse. A decisão de tentar editar só surgiu após insistência dos meus familiares, em particular do meu marido, os quais me conseguiram convencer a “tirar o manuscrito da gaveta”. Muito lhes agradeço por o terem feito.

Como e onde nasceu a ideia de escrever esta sua primeira obra literária?

A ideia de iniciar a escrita do meu primeiro original surgiu em Macau, onde vivi durante cerca de cinco anos, como consequência da dificuldade que senti em comprar um livro que correspondesse ao meu gosto pessoal. Assim, ao invés de procurar algo do meu agrado, decidi ser eu a redigir um livro “à minha maneira”, simplesmente por pura diversão e entretenimento.

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Quanto tempo demorou a concluir o livro?

Não lhe sei precisar ao certo. Fui escrevendo conforme sentia vontade em fazê-lo. Talvez tenha demorado cerca de ano e meio a concluí-lo.

Raquel autografou exemplares durante a apresentação

Público lotou o Museu Municipal Casa Mora

Alguma razão especial para centrar a história num cenário londrino do século XIX?

Sempre fui leitora, desde tenra idade, e a minha escolha recaía frequentemente sobre épocas passadas, as quais me fascinavam por permitir uma “viagem ao passado”. Ao escolher escrever um livro para mim, não podia deixar de optar por situar a acção em tempos idos.

Como gosta de definir este seu livro de estreia?

Defino-o como sendo o meu ideal de livro (note-se que sou suspeita, assumo). Redigi-lo foi algo extremamente prazeroso e os capítulos foram fluindo com uma facilidade que não esperava. Sinto-me extremamente grata por ter agora a oportunidade de o partilhar, com leitores que, tal como eu, sejam apreciadores de suspense e romances que têm como fundo investigações criminais.

Ao longo do processo de escrita houve alguma parte ou momento que tenha sido particularmente mais difícil ou exigente?

Não consigo enumerar nenhum. Como referi, escrevi descontraidamente apenas com o propósito de me divertir, tendo sido uma experiência profundamente agradável.

Com este livro, quem leva vantagem a escritora ou a Mestre em Psicologia Clínica Dinâmica?

Julgo que, ao escrever, colocamos grande parte de nós no produto final e, uma vez que aquilo que somos é fruto de todas as nossas vivências, penso ser acertado afirmar que nenhuma das facetas leva vantagem.

Para quando uma segunda obra? Já tem algum projecto pensado?

Na realidade, já iniciei a escrita daquilo que acredito que virá a tornar-se no meu segundo livro. No entanto, à semelhança do primeiro, escrevê-lo-ei sem pressa desfrutando da experiência, o que me leva a não ser capaz de adiantar uma data prevista para o seu término.

Os mistérios em torno dos Watson

‘O Legado Oculto’ retrata a história em torno de uma família, os Watson, da alta sociedade londrina, que foi separada por uma morte trágica. O reencontro acontece volvida década e meia, mas acaba ensombrado por uma onda de assassinatos que vai merecer a atenção particular de um carismático investigador. A busca pela verdade e pela justiça entrelaça-se com conturbadas relações interpessoais e doses reforçadas de suspense.

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