6 Março 2021, Sábado
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Livro “O Topo do Ermo” une literatura, música e pintura

A escrita de Porfírio Alves Pires é apresentada como um ponto de união entre as várias faces da arte, através do livro “O Topo do Ermo”

 

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O escritor Porfírio Alves Pires apresenta no próximo dia 23, o livro “O Topo do Ermo”, na Biblioteca Bento de Jesus Caraça, na Moita. Uma obra que será um ponto de união das artes, com apontamentos musicais e uma exposição de pintura, relacionada com a obra, que estará patente na Biblioteca Municipal até 23 de Março.

A apresentação de “O Topo do Ermo” tem início pelas 16h00, por Maria Eduarda Rosa e com um momento musical pela pianista Filipa Moutinho e pelo violonista José Carlos Moutinho.

No final da apresentação será inaugurada a exposição “Topo Do Ermo”, também da autoria de Porfírio Alves Pires.

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Sobre a obra e a sua relação com a pintura e a música, o escritor reflete “escreveram um poema e juntaram-lhe uma melodia. Ficou uma canção a correr o tempo, a atravessar ribeiros, a subir montes, a descer vales, a cantar o poema que escreveram”. Na poesia impressa em “O Topo do Ermo”, Porfírio Alves Pires destaca ainda, “o poema, que não escrevi, é dito pelas imagens que tomaram conta do conto, que esse eu o escrevi”. Um conto que contava imagens, “sem mais nada contar”.

Lado-a-lado com este conto, surgiu outro conto. “Esse escrito, para tudo poder contar”. E foi neste momento que, “a escrita oscilou, ocupou espaços, buscou as formas e as cores, enrolou-se e ficou lá, encostada às imagens. Ficou um poema contado no silêncio das formas em que se enlaça, na solidão das cores em que se tinge”.

No fundo, em jeito de resumo sobre a obra o escritor assume, “eu só escrevi um conto, muito bem contado. Só queria falar do silêncio, quando se esquece a melodia e não podemos o poema cantar. Por detrás os montes e montanhas fica o ermo, esquecido na lonjura. Aí acontece a história que agora se conta. E aqui se diz tudo o que lá se passa, quando se chega ao topo e se entra na ausência, se fica no silêncio e se não ouve o poema cantar”.

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