Raquel Guerreiro luta por vitória em concurso de fado na Praça da Alegria

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A estudante de Direito pode seguir em frente com o voto do público. Amanhã conhece o resultado

 

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É do Montijo, tem 18 anos e amanhã, 11, volta a marcar presença no programa Praça da Alegria da RTP 1 para saber se segue em frente no concurso “Grande Prémio do Fado na Praça”. Raquel Guerreiro actuou na 1.ª eliminatória, realizada na passada quarta-feira nos estúdios em Vila Nova de Gaia, com mais dois concorrentes e apela ao voto do público, que decide quem sairá vencedor.

A votação, por telefone, abriu logo após as prestações dos três concorrentes e só fecha amanhã de manhã, no decorrer de mais uma emissão do programa apresentado por Jorge Gabriel e Sónia Aráujo. A actuação da jovem montijense mereceu avaliação positiva da parte do júri – composto por José Gonçalez e por mais um elemento convidado por este – que apenas emite opinião. “Eles focaram apenas alguns pontos que devo corrigir. É a votação do público que decide e aproveito para apelar ao voto de todos. Basta ligarem o 760 106 007. Prometo que vou dar o meu melhor para chegar o mais longe possível”, disse Raquel Guerreiro a O SETUBALENSE.

A paixão por cantar despertou cedo no coração da jovem, que estuda na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. “Já canto há imenso tempo, desde que comecei a falar, e de tudo um pouco. Até que, muitos dos que me ouviam, começaram a desafiar-me para cantar o fado”, conta, adiantando que só “há cerca de dois anos” é que começou a cantar fado. O gosto pela canção que passou a ser Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2011, apesar de ter surgido “há pouco tempo”, contou ainda com “alguma influência familiar”.

“O meu tio, Pedro Castro, é uma figura do fado, enquanto músico. Toca guitarra portuguesa. Depois, quando comecei a ouvir fado também fiquei a gostar”, confessa a jovem, acrescentando: “Além disso, o meu pai, Miguel Guerreiro, também é cantor. Chegou a participar num Festival da Canção.”

A jovem não esconde que encara, porém, o fado como “um hobby importante”. Até porque tem bem definida a hierarquização dos objectivos que pretende alcançar. “Acabar o curso de Direito é a minha prioridade. Esse é o meu plano A. A música é o meu plano B, porque é um mundo difícil”, frisa, mas sem deixar de reforçar que aspira a começar a cantar em casas de fado. “Pode ser que este programa me abra as portas nesse sentido.”
A concluir, Raquel diz ter como referências os nomes de “Amália Rodrigues, Marisa, Carlos do Carmo e Ana Moura”, não obstante “os estilos bastante diferentes”, e revela que prefere interpretar “os chamados fados tradicionais”.

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