Mário Moreau, biógrafo de Luísa Todi, faleceu esta semana

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Médico, que tinha Curso Superior de Canto, disse, em 2003, que Luísa Todi ainda não teve a consagração que merece

 

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Mário Moreau (1926-2020), autor de uma das mais conceituadas biografias de Luísa Todi, faleceu na noite de quarta para quinta-feira, em Lisboa.

Médico conhecido pela sua ligação à investigação na área do canto lírico, a sua formação musical adveio-lhe do Curso Superior de Canto, na Academia dos Amadores de Música. Dedicou grande parte da sua investigação aos cantores líricos portugueses, tendo publicado, entre outras obras, “Cantores de Ópera Portugueses” (1981), “O Teatro de S. Carlos – Dois Séculos de História” (1999).

A obra que o liga a Setúbal é “Luísa Todi” (2002), que poderá ter sido a primeira a ser publicada para assinalar o 250º aniversário do nascimento da cantora setubalense, ocorrido em 2003. No final dessa obra, Moreau reconhece que “esta extraordinária figura da nossa arte lírica ainda não teve a consagração merecida, muito embora seja, de todos os cantores portugueses e só a par de Tomás Alcaide, quem menos ficou no esquecimento.” Registava, no entanto, a finalizar, que em Setúbal a cantora era lembrada de várias maneiras (toponímia, inscrição na casa onde terá nascido, monumento, pintura, nome dado a edifícios e a organizações), apesar de “tudo isto, parecendo muito, talvez não ser tanto quanto merece a memória desta figura rara da arte lírica portuguesa”.

Na área médica, Mário Moreau exerceu no Hospital de Santa Maria, onde foi também professor da Faculdade de Medicina de Lisboa.

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