Centro de Saúde do Samouco começou hoje a funcionar só para Covid-19

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Câmara explica opção do ACES Arco Ribeirinho. Junta critica e questiona decisão. Comissão de utentes insatisfeita. Petição lançada

 

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O Centro de Saúde do Samouco começou hoje a funcionar apenas como Área Dedicada à Covid-19 (ADC).

“Tudo o que tem a ver com os sintomas de Covid-19, constipação, tosse, febre é centralizado na Extensão de Saúde do Samouco. Todas as restantes questões são tratadas no Centro de Saúde de Alcochete”, disse Fernando Pinto, presidente da Câmara Municipal de Alcochete, a O SETUBALENSE.

Samouco passa a ser uma unidade única e exclusivamente vocacionada para atendimento e despiste a casos suspeitos de infecção do novo coronavírus, aberta à população do concelho e também de concelhos limítrofes, nesta fase de mitigação.
A decisão tomada na passada quinta-feira pelo ACES Arco Ribeirinho foi comunicada ao autarca, acompanhada de justificação.

“Em primeiro lugar para proteger a população mais idosa do Samouco. Estão mais vulneráveis e por conseguinte mais próximos de um atendimento eficaz [no contexto de Covid-19]”, revelou o edil, adiantando: “Como em Alcochete também existem muitas baixas médicas e vacinas [para administrar] optaram pelo Samouco.”

Quem não viu com bons olhos a decisão do ACES Arco Ribeirinho foi a Junta de Freguesia do Samouco, que reagiu em comunicado.

“O Centro de Saúde do Samouco encerra para os cuidados de saúde à população, algo que muito lamentamos e nos deixa apreensivos”, pode ler-se na mensagem. “Não esquecemos que a população do Samouco tem uma grande percentagem de pessoas incluídas no chamado grupo de risco que, além de necessitarem de cuidados básicos de saúde, não têm também, muitas delas, capacidade para fazer deslocações àquele que passa a ser o Centro de Saúde de referência, em Alcochete”, acrescenta a junta referindo-se à maioria da população idosa, sublinhando que já contactou com o ACES Arco Ribeirinho “para apurar quais os motivos para esta decisão”.

A Comissão de Utentes do Samouco também já veio pedir explicações e questiona: “De que forma irão ajudar a nossa população quando precisar de se dirigir a um centro de saúde para qualquer outro efeito que não a Covid-19?”

Paralelamente, um grupo de quatro fregueses lançou uma petição na Internet contra a instalação desta ADC na unidade do Samouco. O documento é dirigido à Administração Regional de Saúde e Vale do Tejo (ARSLVT) e ao ACES Arco Ribeirinho, contando já com cerca de duas centenas de assinaturas.

ARSLVT reduz ADC na região

As cinco ADC previstas inicialmente para a Península de Setúbal foram reduzidas a quatro e duas delas só entraram em funcionamento hoje.

A alteração foi feita no ACES Arco Ribeirinho, onde se mantêm como ADC os centros de saúde de Samouco e a unidade de saúde de Coina (Barreiro), que só hoje começaram a operar como tal. O Centro de Saúde de Alcochete saiu das escolhas iniciais.

Do ACES Arrábida permanece o Centro Hospitalar de Setúbal, que iniciou a actividade no referido âmbito no passado dia 23.

Do ACES Almada-Seixal começaram a funcionar como ADC desde quinta-feira passada a Unidade de Saúde do Pragal (Almada) e a Unidade de Saúde Familiar da Torre da Marinha (Seixal).

Estas unidades vão funcionar todos os dias entre as 8h00 e as 20h00.

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