O Estado ordenou Páscoa em casa e no distrito as ruas ficaram quase desertas

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O SETUBALENSE cruzou alguns dos concelhos do distrito e deu para perceber que a maioria da população ficou em casa

 

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Até à meia-noite de hoje está em vigor a proibição de circulação entre concelhos. Uma medida do Governo que teve início às 24h00 da última quinta-feira, a obrigar as famílias neste período de Páscoa a manterem a distância social durante a pandemia Covide-19. Na mesma quinta-feira, a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, enviava por SMS um alerta à população sobre as restrições especiais à circulação: “Nesta Páscoa fique em casa. Previna o contágio”.

Pelo menos até sábado, o Comando Distrital de Setúbal da PSP fazia um balanço “positivo” sobre o comportamento da população. “A maior parte das pessoas identificadas em circulação entre concelhos apresentaram as devidas justificações para tal”, e aquelas não apresentaram motivos plausíveis, “acataram as ordens dos agentes com respeitabilidade”.

Ao que O SETUBALENSE apurou, a PSP esteve também atenta aos transportes públicos que circulam entre concelhos, caso da carreira da Sulfertagus 2C, entre o Laranjeiro (Almada) e a estação da Fertagus de Corroios (Seixal). “Houve agentes a perguntar o motivo da deslocação das pessoas”, deu a saber um dos motoristas. E também aqui não houve nota de problemas.

A redução de circulação, de alguma forma, era possível de medir pelos parques de estacionamento que se mantiveram cheios. “Antes, durante o dia, havia sempre lugares para estacionar, desde quinta-feira que não é assim”, afirmava um residente no Seixal. E o facto é que, pelas avenidas centrais, não existiram problemas de circulação.

E o mesmo aconteceu em Setúbal onde o movimento automóvel foi mínimo. Mas no centro da cidade as pessoas, se bem que em menor número, continuaram a sair; umas por motivo de compras, outras apenas para espairecer em caminhadas ou de bicicleta, tanto adultos como crianças.

Aliás, o mesmo se via em Montijo em que, apesar de muito poucas se verem nas ruas, algumas não evitavam uma saída, principalmente matinal, pela Praça da República, espaço central da cidade, enquanto outras aproveitavam a ciclovia do concelho. Também em Alcochete, embora a maioria tivesse ficado em casa, houve quem não conseguisse evitar vir à rua.

As ciclovias foram também procuradas em Almada, mas com uma frequência em nada comparada com o habitual. No centro da cidade, também poucas pessoas se viam, mais uma vez as compras eram o motivo da saída de casa. E mesmo na outra cidade do concelho, a Costa da Caparica, tão procurada em dias de sol, o paredão junto ao mar manteve-se praticamente com ninguém.

Em Palmela, onde apesar do centro da cidade estar quase deserto de pessoas, em zonas como a Quinta do Anjo houve quem não resistisse a uma saída à rua para dois dedos de conversa. Mas também por aqui os espaços de estacionamento estavam cheios, o que permitia deduzir que a permanência em casa foi respeitada tal como obriga o estado de emergência.

Pela volta que O SETUBALENSE deu por vários concelhos do distrito, deu para perceber que embora algumas pessoas não conseguissem evitar passar a porta de casa, o medo pela pandemia, e o respeito às ordens do Estado imperou. E assim foi no Barreiro e Moita embora a regra de não circular entre concelhos não fosse coisa fácil para todos, caso de quem reside na Baixa da Banheira (Moita) que se viu obrigado a passar para o lado do Barreiro, ali a poucos metros, para fazer compras.

E isto aconteceu também entre o Laranjeiro e Corroios, onde a fronteira concelhia mal se percebe. No essencial, estes motivos de ‘transigência’ foram sempre os mesmos; a necessidade de fazer compras esporádicas.

Mais a sul do distrito, em Santiago do Cacém, o comportamento da população esteve ao mesmo nível. Nas ruas praticamente vazias de pessoas, praticamente só se via quem passeava os seus cães, mas já no Passeio das Romeirinhas, espaço preferido para caminhar e correr, o movimento manteve-se como é habitual, a diferença eram os cuidados para uma distância segura entre as pessoas.

 

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