Apicultores receiam que criações não desenvolvam devido a período de quarentena

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Menos deslocações aos apiários, condicionadas durante tempo de pandemia, estão a prejudicar abelhas

 

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A apicultura, profissão ligada à produção de mel, é uma actividade que requer deslocações frequentes às criações, por se tratar de uma ocupação que necessita de cuidados constantes às abelhas. Numa altura em que se vive de quarentena devido à propagação da Covid-19, estas visitas encontram-se condicionadas, deixando os apicultores preocupados com as suas produções e com a saúde dos animais.

É o caso de Francisco Maltês, apicultor de 64 anos. A residir na freguesia de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra, necessita de ir semanalmente aos dois apiários que possui: um na Zambujeira do Mar e outro perto de Montemor-o-Novo. “As abelhas, por serem animais sensíveis, requerem cuidados constantes pois morrem com muita facilidade. O seu período de vida é, por si só, muito curto. Devemos, então, tentar prolongá-lo ao máximo”, afirma.

“Com a implementação do estado de emergência e com as restrições de deslocação no período da Páscoa tive receio que o alimento falhasse ao apiário de Montemor-o-Novo. O que pode estar a ajudar nesta altura é o facto desta Primavera estar a ser favorável”, acrescenta o apicultor. Por este motivo, chegou a transportar para a sua residência “algumas colmeias para ir manuseando e limpando enquanto se tem de permanecer em casa”.

Por sua vez, para o apicultor Américo Arsénio esta nova pandemia está a “prejudicar a reprodução de novas abelhas”. Desde que o tempo de quarentena foi estipulado, apenas conseguiu “ir verificar as criações uma única vez”, algo que fazia “pelo menos uma vez por semana”. “É agora na Primavera que as abelhas mais se reproduzem. Os cuidados devem, então, ser redobrados e devem ser colocadas novas caixas”, conta.

Os seus quatro apiários, colocados entre Montemor-o-Novo e Vendas Novas, encontram-se longe do seu concelho de residência, Setúbal. “Apesar de ter a declaração do registo das colmeias, um documento obrigatório, não consegui sair do meu concelho durante a operação que decorreu no fim-de-semana de Páscoa”, diz Américo Arsénio. Por este motivo, vai “tentar dar a volta à questão”, para “não prejudicar a produção de mel deste ano”.

 

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