TST justifica suspensão de carreiras para sustentabilidade da empresa

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A carreira 333 liga várias freguesias da Moita à Gare do Oriente, em Lisboa

Moita lembra que são muitos os residentes que precisam de trabalhar em Lisboa

 

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A Transportes Sul do Tejo (TST) esclareceu ontem que “para manter a sustentabilidade da empresa”, foram suspensas as carreiras de e com ligação à margem norte do Tejo, isto depois de a Câmara da Moita ter criticado no último dia 8 a transportadora do grupo Arriva Portugal de suspender a circulação do autocarro 333, que assegura a ligação de várias freguesias do município à Gare do Oriente, em Lisboa.

“A situação que vivemos, com a epidemia por Covid-19, obriga a cuidados redobrados de contenção, implementados ao abrigo do estado de emergência, mas também impõe especiais deveres ao serviço público de forma a que continuem a ser garantidas as respostas básicas às necessidades das populações”, refere a câmara em comunicado, onde defende que apesar de muitas empresas e serviços se encontrarem encerrados ou com uma resposta “muito limitada”, outros “têm de manter o seu funcionamento diário, obrigando a que rotinas pendulares de deslocação se mantenham”, com uma resposta “adequada, regular e fiável do serviço público de transportes”.

A autarquia contesta a atitude da TST, tomada “sem qualquer comunicação prévia à Área Metropolitana ou ao município” e exige a reposição imediata da carreira cortada, tendo apelado à empresa que “perceba as especiais responsabilidades que deve assumir no quadro da crise epidemiológica que atravessamos, e que não gira a sua actividade por uma lógica de lucro e sim de resposta à população”.

Carreira 333 sem alternativa directa

Por seu turno, a transportadora refere que a oferta actual “privilegia as sinergias entre modos de transportes garantindo o rebatimento aos meios pesados (barco e comboio)”, bem como a manutenção das carreiras que continuam a registar procura. Ainda assim, o executivo liderado pelo autarca Rui Garcia lembra que “esta ligação não dispõe de qualquer alternativa de ligação directa em transporte público, sendo muitos os residentes no concelho que dela necessitam para aceder aos seus postos de trabalho, fundamentais no contexto das medidas de protecção da saúde pública decretadas”.

Para a rodoviária da península de Setúbal, que entrou em ‘lay-off’ no dia 9, tendo colocado 545 dos seus 1040 colaboradores neste regime, tem se registado “uma procura de cerca de apenas 10%” durante o mês de Março, o que conduziu à actual situação. “Com base nestes dados, decidimos ajustar novamente a oferta para níveis que rondam os 25% em quilómetros produzidos, mas que não implicam necessariamente a mesma proporção de redução de carreiras”, afirma Rita Lourenço, directora comercial da empresa.

A responsável acrescenta que foi registada uma quebra de receitas efectivas superior a 80%, ou seja, mais de 2,5 milhões de euros por mês, o que “acarreta sérios desafios de tesouraria para o operador”, adiantou. A TST apresenta o transporte fluvial no Tejo, operado pela Transtejo e Soflusa, como uma alternativa às carreiras suprimidas, para “controlar custos operacionais para os quais não há receitas”, garante.

Com Lusa

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