Autarquia de Alcochete pretende avançar com testes em lares do concelho

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Medida tomada em articulação com representante da segurança social e com delegada de saúde do Montijo e Alcochete

 

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A Câmara Municipal de Alcochete tomou a deliberação de querer avançar com a realização de testes de despiste à Covid-19 nos lares de idosos do concelho. A medida, decidida “em concordância com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social”, resulta da “preocupação que o município tem com as pessoas que estão nestes estabelecimentos pela sua vulnerabilidade”, revela o presidente da autarquia de Alcochete, Fernando Pinto, a O SETUBALENSE.

Quando colocados em vigor, os despistes deverão abranger “as oito instituições do concelho, quer sejam legais quer estejam numa posição de ilegalidade”. No total existem em Alcochete “168 utentes e cerca de 110 trabalhadores, sendo que a unidade com um maior número de pessoas é a Santa Casa da Misericórdia de Alcochete com 84 utentes e com 80 funcionários”, contabiliza o presidente do município.

 

Para o efeito, Fernando Pinto reuniu na passada sexta-feira com “representantes inerentes à segurança social, ao ACES Arco Ribeirinho, à GNR, aos Bombeiros Voluntários de Alcochete e à Protecção Civil e, ainda, com a delegada de saúde médica do Montijo e Alcochete e com o presidente da Junta de Freguesia do Samouco”, para “verificar se existe expectativa de quando o Estado vai desenvolver a acção na península de Setúbal”.

Apesar de o “município se disponibilizar para financiar a realização dos testes”, a delegada de saúde “criticou as autarquias que o estão a fazer”. Por este motivo, “o passo deverá ser dado pelos agentes de saúde”. “Estamos articulados com o ACES Arco Ribeirinho, que se ofereceu para realizar a recolha. Se verificarer que o ministério não avança estabelecem contacto connosco para avançarmos”, explica Fernando Pinto.

Para o presidente da Câmara Municipal de Alcochete, “os testes não devem ser realizados de forma avulsa pois existe uma desregulação no preço. Têm de ser feitos de forma a que apresentem um resultado rigoroso”. Caso tenha de ser o município a avançar, irá fazê-lo “de preferência com os laboratórios com que o Estado está a trabalhar”.

Locais de acolhimento

Na mesma reunião foram também discutidos quais os locais indicados para o acolhimento de idosos e de profissionais de saúde. Foram verificadas as condições “do salão da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense e dos pavilhões municipais do Samouco e de Alcochete”.

Segundo descreve Fernando Pinto, “o salão é acolhedor por ter um espaço amplo e uma cozinha de apoio. O único problema é a falta de mobilidade pois o acesso aos balneários requer subir duas escadarias”. Em seguida, “a visita prosseguiu no Pavilhão Municipal do Samouco, no qual existem boas condições de conforto e de acesso. Neste local estão já instaladas 25 camas”. Por fim, “o dia terminou no pavilhão de Alcochete, que tem inferiores condições pela sua antiguidade. Também aqui estão instaladas cerca de 25 camas”.

A autarquia mobilizou, também, o Hotel Al Foz, no qual foram requisitados “16 dos 32 quartos existentes”. “No local estão já alojados agentes de saúde”.

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