Servilusa prepara novos investimentos no distrito de Setúbal

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Agência funerária de referência reconhece na região grande potencial de crescimento

 

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A Servilusa tem uma das maiores redes de agências funerárias de Portugal. Conta, actualmente com 70 lojas a nível nacional, sete crematórios e centros funerários com salas de velamento. O projecto de crescimento, revelou Paulo Moniz Carreira a O SETUBALENSE, “passa pela continuidade da abertura de lojas e, neste momento, tem três crematórios em construção (Faro, Santarém e Guimarães).

O distrito de Setúbal não passa ao lado deste processo de crescimento, como revela o director geral da Servilusa. “A península de Setúbal é um mercado importante para a Servilusa, cuja quota de mercado é muito significativa. O crescimento da empresa neste distrito tem-se verificado nos últimos anos, por exemplo com a abertura das lojas de Corroios e Feijó, ou com o investimento numa nova central operacional em Vale Flores. Estão previstos novos investimentos com abertura de mais lojas e mais serviços inovadores, como a transmissão online”.

A Servilusa, reforça Paulo Moniz Carreira, “vai continuar a investir fortemente nos processos que levam a uma maior aproximação e humanização dos serviços funerários e, neste sentido, a inovação assume um papel importante. O contexto em que vivemos actualmente veio evidenciar a necessidade de investimento nas áreas das tecnologias, bem como nos serviços de apoio, nomeadamente psicologia. Como é conhecido, a Servilusa tem vindo a apoiar significativamente formações na área do Apoio ao Luto a nível nacional, com a realização de vários workshops, e também na publicação de guias de apoio, de forma a permitir às famílias gerir da melhor forma os processos familiares que são vividos em função das suas perdas”.

No âmbito da realidade imposta pela covid-19, o director geral da Servilusa conta os passos dados para o serviços que providencia a agência serem adaptados de acordo com as indicações da Direcção Geral de Saúde (DGS).

“Criámos uma equipa de Gestão de Crise covid-19 que reúne diariamente, e lidamos com o actual cenário como sendo uma doença infectocontagiosa, com medidas de actuação com segurança alargada. Nos casos em que haja conhecimento da causa de morte ter sido covid19 a Servilusa opera segundo as recomendações da DGS relativos ao manuseamento de falecidos pela doença”.

Os funcionários Servilusa que recolhem o corpo dos falecidos respeitam igualmente medidas de segurança apertadas: O fato é completo, descartável e impermeável, com capuz incorporado. A touca também é impermeável e as luvas são descartáveis e utilizam duas: uma normal e outra de nitrilo. São usados óculos de protecção, um cobre-calçado e todos os meios para desinfectar o material. Procede-se ainda à higienização das viaturas e ao encaminhamento dos equipamentos de protecção individual (EPI) utilizados, conforme as instruções da DGS, em reservatórios próprios para o seu encaminhamento.

Na actual fase de desconfinamento nos espaços de velório geridos pela Servilusa estes condicionalismos são orientados com mais rigor, frisa Paulo Moniz Carreira, “já que mantemos em permanência um colaborador que controla o acesso das pessoas às capelas, mantendo o limite imposto pelas autoridades sanitárias, e permite a constante higienização do local”. Nas capelas mortuárias em geral, “estes procedimentos e abertura depende da decisão das paróquias ou juntas de freguesia, conforme o local”, conclui.

Dignidade e sensibilidade imagem de marca da Servilusa

Lidar com processos que, por força das circunstâncias impostas pela covid-19, se tornaram totalmente impessoais e também por isso muito mais delicados.
Apesar da compreensão e aceitação de uma forma geral das pessoas, “tem havido um manifesto desconforto e dificuldade na gestão do processo do luto e da perda, uma vez que há restrições uma vez que muitos familiares não podem estar presentes ou ver o falecido e realizar a cerimónia de despedida ou homenagem”, admite Paulo Carreira.

Paulo Moniz Carreira

Para ultrapassar estas dificuldades sentidas pelas famílias das vítimas, a Servilusa, revela, o director geral da agência,“começou a transmitir os funerais através de uma plataforma online, de modo a que todos os familiares e amigos possam assistir, desde o velório até ao enterro. Actualmente, transmitimos cerimónias online diariamente, sempre através de um circuito com acesso limitado a familiares e amigos e temos tido uma grande adesão”.

Outra solução encontrada, acrescenta, “é o envio de mensagens de condolências online para podermos fazer chegar à família. Uma cerimónia póstuma é também uma das possibilidades colocadas para uma homenagem posterior com toda a família e amigos do ente querido. A parceria estabelecida com a Ordem dos Psicólogos tem sido muito relevada, neste âmbito que as novas circunstâncias impõem, e a Servilusa, ciente das dificuldades do velório e possíveis consequências no processo de luto, contacta os seus clientes no sentido de os informar das soluções de apoio disponíveis no âmbito do serviço do SNS”.

Luís Pestana

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