Centro de Ex-Alunos do Orfanato Municipal de Setúbal apoia O Setubalense

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O Setubalense recebeu a seguinte carta do Centro de Convívio dos Ex-Alunos do Orfanato Municipal de Setúbal:

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“Exmo senhor director,

A direcção do Centro de Convívio dos Ex-Alunos do Orfanato Municipal de Setúbal, acordou na última reunião de direcção, contribuir com a verba possível de 150 euros, para se juntar aos demais “apoiantes” que têm contribuído de forma altruísta, na campanha de angariação de fundos que o Jornal que V.ª dirige tem vindo a realizar.
É impossível ficarmos indiferentes a uma situação que se prevê ser grave para o futuro do nosso Jornal O SETUBALENSE ameaçado de encerramento, e não poder continuar a informar os setubalenses, o que vem acontecendo desde 1855, alertando a cidade por “vezes adormecida” para os mais diversos problemas que Setúbal ao longo dos tempos tem conhecido .

Lembramos a V/ edição de 18 de Maio de 1919, quando o Jornal O SETUBALENSE cobria a sua primeira página com a noticia da inauguração do Orfanato Municipal de Setúbal, escrevendo para os seus leitores numa escrita jornalística digna de reparo que convém lembrar: “Com um lindo dia de sol, por entre música e flores, foi inaugurado em Setúbal, mais uma casa de caridade, destinada aos órfãos, cujos pais faleceram em resultado da última epidemia”.

Pois, a gratidão é um princípio que foi ministrado e incutido em todos os rapazes que por esta casa passaram, na humildade de ensinamentos que todos nós recebemos.
Os tempos hoje são outros, nada se comparando com a miséria que grassava em Setúbal nos princípios do século vinte. A pandemia de hoje igualmente milito grave, não se revê na falta de cuidados em todas as vertentes dos cuidados de saúde. Todos nós temos consciência da oferta que o Serviço Nacional de Saúde hoje oferece… mas lembrar a forma agonizante que nossos familiares passaram nesta fatídica época de pandemia em Setúbal em 1918/19, sem vislumbrarem qualquer solução que pudesse acudir à tragédia que se abateu em seu lar.

O Dr. Paula Borba, director do Hospital Espírito Santo, bem se esforçou na altura por aliviar o sofrimento dos mais necessitados. A Santa Casa da Misericórdia de Setúbal, de que era provedor, tomava-se insuficiente para acudir a tanta miséria que “decepava” sem contemplações as gentes de Setúbal.

Apraz-nos agradecer, enaltecendo o serviço oportuno de um jornalismo interessado que o jornal da cidade tem vindo ao longo de tantos e tantos anos, a desempenhar nesta terra que o viu nascer, em bons e maus momentos de continuidade, mas sempre fiel a um princípio que só as gentes que abraçaram com elevação o jornalismo sabem explicar.

Bem hajam,
A direcção”

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