Covid-19: Concessionários da Caparica entram na época balnear com “prejuízo”

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Os concessionários da Costa de Caparica, em Almada, no distrito de Setúbal, estão prontos para “cumprir as obrigações”, mas vão iniciar a época balnear com “prejuízo” e ainda têm nadadores-salvadores em falta.

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“Foram quase três meses [parados] e as despesas que tínhamos continuaram e mantivemos os colaboradores, mas houve endividamento e vamos entrar em prejuízo já na época balnear”, disse à Lusa o presidente Associação de Apoios de Praia da Costa de Caparica.

Segundo Acácio Bernardo, os 11 concessionários da frente urbana da Caparica estão “preparados para cumprir as obrigações”, mas há uma preocupação quanto à capacidade para suportarem as despesas.

“Os custos da época balnear, o que nós precisamos de pagar na praia, são os mesmo que no ano passado e se calhar até mais porque os nadadores estão a pedir mais, mas não houve ajudas de ninguém, nem da câmara”, frisou.

Neste sentido, para os concessionários da Caparica, uma das maiores dificuldades para o início da época balnear, no sábado, são os nadadores-salvadores, porque ainda não têm todo o contingente necessário, que ronda entre os 15 a 16 vigilantes.

“Este ano, pelas circunstancias que todos conhecemos, o Instituto de Socorros a Náufragos não fez cursos novos e não havendo formandos, naturalmente que há mais dificuldade porque há muita gente que abandona”, referiu.

Desde abril, a Federação Portuguesa de Nadadores-salvadores tem vindo a alertar que poderão faltar cerca de 1.500 a 2.000 nadadores-salvadores para a próxima época balnear, porque os cursos foram interrompidos com a declaração do estado de emergência.

Segundo Acácio Bernardo, esta situação está a causar “uma luta desenfreada à procura [de nadadores-salvadores] e os valores começaram a disparar, o que é incomportável para os concessionários”.

“Vamos ter que cumprir religiosamente o que diz a lei, não tendo havido ajuda de ninguém”, sublinhou.

Ainda assim, Acácio Bernardo espera conseguir ter os nadadores salvadores necessários “até domingo”.

Lusa

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